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Scot Consultoria

De olho na Argentina


Sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 - 09h28

A seca que atinge a Argentina deverá reduzir a produção de milho, trigo e soja nesta safra, fato que pode dar suporte aos aumentos registrados nos preços internacionais do farelo e do óleo de soja (a participação da Argentina no mercado mundial de farelo de soja é de 60%). Segundo informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produção de soja deverá cair entre 17 e 25% em relação à safra passada e pelo menos um milhão de hectares previstos para a área de soja da Argentina não serão plantados. As estimativas são menos favoráveis do que as divulgadas recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que previam quedas menores. Para a Argentina, a temporada 2008/2009 será uma das piores já vistas nas últimas décadas. O país é o segundo maior exportador mundial de milho e o terceiro maior exportador de soja. As perdas na receita com exportações poderão chegar a mais de US$5 bilhões. Outros problemas de natureza interna como os impostos elevados, a escassez de crédito, os altos custos no plantio e uma das piores seca já vistas no país, têm contribuído para que o produtor argentino não faça proveito dos bons rendimentos da safra passada. Segundo a meteorologia, há previsão de chuva nas próximas semanas. MILHO E SOJA Diante das expectativas de chuvas na Argentina, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBTO, sigla em inglês) caíram, mas encerraram a última semana sem muitas alterações. A base do contrato para março está entre US$10,24 e US$10,34 por bushel. As vendas da soja norte-americana para a China estão em ritmo acelerado. Entre setembro de 2008 e meados da segunda quinzena de janeiro, as exportações para a China cresceram mais de 30% (a China representa mais de 50% das vendas externas dos EUA). A questão é saber até onde irá essa demanda dos chineses. Com relação ao milho, o governo brasileiro estava prestes a realizar novo leilão dos prêmios pagos pelo escoamento do grão. Entretanto, diante do recém aquecimento no mercado (devido à quebra de safra ocorrida no sul do Brasil), o leilão foi suspenso. Para o milho safrinha as previsões são boas. A tendência de uma maior área plantada de soja nos Estados Unidos pode significar preços mais atraentes para o milho no mercado mundial.
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