Com a oferta de boiadas reduzida, as cotações subiram até R$3,00/@.
Foto: Bela Magrela
A cotação do boi gordo e da vaca gorda subiu R$2,00/@, e a da novilha e do "boi China", R$3,00/@. Frigoríficos que não haviam comprado boiadas antecipadamente e precisaram recorrer ao mercado spot para cumprir as escalas não encontraram disponibilidade para compras abaixo da referência. A oferta de boiadas esteve reduzida, e negócios pontuais acima desse patamar, chegando a R$380,00/@, foram relatados, mas sem volume suficiente para se tornarem referência.
As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias.
Em setembro, o Brasil exportou 195,2 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 9,3 mil toneladas, volume 35,0% menor que o de setembro de 2025. Por outro lado, a cotação média da tonelada ficou em US$6,3 mil, alta de 11,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com os 21 dias úteis de setembro de 2026 encerrados, o volume exportado ficou 119,4 mil toneladas abaixo do registrado nos 22 dias úteis de setembro do ano passado. Em relação a agosto, a média diária de embarques caiu 0,3%, e o preço médio subiu 1,9%.
Pelo segundo mês consecutivo, os Estados Unidos foram o principal destino da carne bovina brasileira, posição que a China deixou de ocupar em agosto, quando os norte-americanos lideraram os embarques. Em setembro, os Estados Unidos receberam 44,4 mil toneladas, com receita de US$263,5 milhões, o equivalente a 22,8% do volume embarcado no mês. A China recebeu 10,9 mil toneladas, com receita de US$68,3 milhões, o que corresponde a 5,6% do total.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a China comprou 187,2 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil, com receita de US$1,05 bilhão, o volume enviado ao país asiático em setembro de 2026 foi 94,2% menor, e a receita teve queda de 93,5%.
Em 29 de setembro, a China confirmou que o Brasil atingiu 100,0% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas prevista na salvaguarda, e o volume excedente passa a pagar tarifa adicional de 55,0%. Nos Estados Unidos, passou a valer em 1º de setembro uma cota temporária de 300,0 mil toneladas de aparas magras, com imposto de US$44,00 por tonelada no lugar da alíquota regular de 26,4%.
No acumulado de 2026, a China responde por 41,8% do volume exportado, e os Estados Unidos, por 13,5%.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 7/10/2026.
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