Vendas de carne lentas e oferta controlada mantinham o mercado sem mudanças.
Foto: Bela Magrela
Na comparação feita dia a dia, as cotações não mudaram.
O mercado abriu aquela terça-feira com poucos negócios, com parte da indústria fora das compras. Com as vendas de carne em ritmo lento e escalas de abate suficientes para atender à demanda, a ponta compradora atuava com cautela, definindo suas estratégias e aguardando um direcionamento mais claro do mercado.
Entre os frigoríficos ativos nas compras, a postura também era de cautela. Alguns ofertavam preços abaixo das referências vigentes, refletindo a lentidão do mercado interno, enquanto outros seguiam negociando dentro das referências. A oferta de gado permanecia controlada, o que sustentava as cotações.
As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias.
Na comparação diária, alta de R$2,00/@ para a cotação da vaca e de R$3,00/@ para a do “boi China”. Para as demais categorias, estabilidade.
Até a terceira semana de setembro, o volume exportado foi de 130,3 mil toneladas, com uma média diária de 10,0 mil toneladas, queda de 29,9% frente ao embarcado por dia em setembro de 2025, o melhor setembro de toda a série histórica. A média diária embarcada aumentou 7,6% em relação a agosto e 0,6% frente à primeira quinzena do mês. A cotação média da tonelada está em US$6,3 mil, 2,0% acima da registrada em agosto e 11,9% maior na comparação com o mesmo período de 2025.
Com mais da metade do mês transcorrido, o volume exportado até aquele momento estava abaixo de metade do embarcado em setembro de 2025. Contudo, mantido o ritmo atual, setembro deveria superar as 200,0 mil toneladas, ultrapassando agosto e interrompendo a sequência de queda nas exportações.
Apesar do menor volume na comparação ano a ano, a alta no preço pago pela tonelada de carne reduzia o impacto sobre o faturamento.
No tema das exportações, valia destacar que, no dia anterior (21/9), foi divulgado que, durante uma conversa entre os presidentes do Brasil e do Uruguai, o governo uruguaio autorizou o Brasil a utilizar o excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China em 2026. No entanto, a redistribuição dessa cota ainda não foi confirmada pelo governo chinês.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 22/9/2026.
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