Mercado equilibrado, com oferta controlada e negociações em ritmo lento.
Foto: Bela Magrela
O mercado abriu com poucos negócios.
A expectativa de um arrefecimento do consumo e as escalas equilibradas, em torno de oito dias, davam suporte a uma postura mais cautelosa por parte dos compradores, que priorizavam o equilíbrio dos estoques.
A oferta de boiadas, por sua vez, atendia à demanda, mas sem excedentes. Os pecuaristas controlavam a oferta e buscavam uma remuneração maior. Caso os compradores encontrassem dificuldades para realizar aquisições nas referências vigentes, ajustes positivos nas ofertas de compra estavam no radar para manter as programações de abate.
O mercado esteve equilibrado. A oferta atendia à demanda, mas sem excedentes, o que mantinha as cotações firmes. Na comparação feita dia a dia, estabilidade para todas as categorias.
As escalas de abate atendiam, em média, a cinco dias.
Até a segunda semana de setembro, o volume exportado foi de 79,7 mil toneladas, com uma média diária de 9,9 mil toneladas, queda de 30,3% frente ao embarcado por dia em setembro de 2025, o melhor setembro de toda a série histórica.
Na comparação com agosto desse ano, alta de 6,9% no volume diário. Em relação à primeira semana do mês, o volume embarcado por dia diminuiu.
A cotação média da tonelada ficou em US$6,2 mil, semelhante à de agosto, mas 10,5% maior na comparação com o mesmo período de 2025.
Se mantido o ritmo dos embarques, setembro deverá superar as 200,0 mil toneladas, ultrapassando agosto e interrompendo a consecutividade de diminuição das exportações.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 15/9/2026.
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