Vendas de carne dão suporte aos preços, mas escalas longas limitam o ritmo das compras.
Foto: Scot Consultoria
O mercado abriu a semana com poucos negócios. Os frigoríficos ativos ofereciam as mesmas cotações de sexta-feira, dia 4 de setembro.
As vendas de carne no fim de semana prolongado foram razoáveis e sustentavam as cotações. As escalas de abate atendiam, em média, a nove dias.
Em agosto, o volume exportado foi de 195,7 mil toneladas, com uma média diária de embarques de 9,3 mil toneladas, queda de 27,1% em relação ao volume embarcado no mesmo período de 2025, o melhor agosto de toda a série histórica.
O preço médio da tonelada ficou em US$6,2 mil, avanço de 10,1% na comparação feita ano a ano. O faturamento, apesar da alta no preço da tonelada da carne, foi 19,7% menor que em agosto de 2025 e somou US$1,2 bilhão, reflexo do menor volume embarcado.
Agosto registrou o pior desempenho do ano em volume, e foi o primeiro mês que fica abaixo das 200,0 mil toneladas exportadas desde fevereiro de 2025. Apesar dessa queda de desempenho, de janeiro a agosto, o Brasil exportou 1,9 milhão de toneladas, volume 4,7% maior que no acumulado de 2025.
Em relação à demanda, a China perdeu a posição de principal compradora da carne bovina brasileira, ocupando o terceiro lugar em agosto. No mês, a China absorveu 7,6% da exportação, ficando atrás dos Estados Unidos, responsáveis por 15,1%, e da Rússia, com 9,5% do total embarcado. No acumulado do ano, porém, a China está na liderança, respondendo por 46,3% das exportações.
Após um período com vendas fracas no setor varejista, o movimento se inverteu com a virada do mês. O mercado varejista se programou para o feriado de segunda-feira (7/9), repercutindo no mercado atacadista, com pedidos para reposição de estoque.
Com isso, a cotação das carcaças casadas subiu.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,2%, ou R$0,05/kg. A do boi inteiro subiu 1,8%, ou R$0,40/kg.
Para as carcaças casadas das fêmeas, a alta foi de 1,8%, ou R$0,40/kg.
No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio* subiu 8,6%, ou R$0,58/kg. Já a cotação do suíno especial** subiu 1,3%, ou R$0,10/kg.
*Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.
**Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 8/9/2026
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