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Embrapa Pecuária Sudeste apresentou estratégias de recuperação de pastagens degradadas

A Embrapa Pecuária Sudeste reuniu técnicos, produtores e instituições de fomento em um dia de campo dedicado à recuperação de pastagens degradadas. Apresentou resultados técnicos da Unidade de Referência Tecnológica (URT) e soluções para a intensificação dos sistemas pecuários.


Foto: Scot Consultoria

Foto: Scot Consultoria

O dia de campo realizado em 25 de agosto de 2026 na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, São Paulo, abordou estratégias para a conversão de pastagem degradada em sistemas produtivos intensificados.

O evento foi direcionado a técnicos, produtores, instituições de fomento e representantes do poder público. O objetivo foi divulgar, por meio de quatro estações, os estudos da instituição sobre recuperação de pastagens, tema central para a sustentabilidade da pecuária brasileira em contextos de pressão ambiental.

A primeira estação compartilhou estratégias de conversão de pastagens através da integração lavoura-pecuária (ILP) na fase pecuária, mostrando a linha do tempo de implementação (figura 1).

O objetivo foi demonstrar como a integração entre cultivos agrícolas e sistemas pastoris permite recuperar áreas degradadas, e elevar a produtividade por hectare por meio da diversificação das receitas e da melhoria da qualidade do solo. Os resultados técnicos apresentados na Unidade de Referência Tecnológica (URT) indicaram a viabilidade econômica e produtiva dessa abordagem, oferecendo um modelo replicável para propriedades que enfrentam limitações de expansão territorial.

A apresentação trouxe a importância do diagnóstico prévio das condições físico-químicas do solo e da seleção de equipamentos apropriados para cada situação, reconhecendo que a conversão eficaz depende tanto de investimento em máquinas quanto de conhecimento técnico sobre manejo de solo. Também foram abordadas as possibilidades de redução de custos por meio da otimização das operações.

Figura 1
"Estratégias de recuperação de pastagens degradadas - fase pecuária" pelo pesquisador Emerson Borghi.

Fonte: Scot Consultoria.

A segunda estação apresentou análises da pegada de carbono e carne de baixo carbono, temas estratégicos para a pecuária moderna diante da demanda internacional por produtos sustentáveis (leia).

A discussão conectou a recuperação de pastagens degradadas ao sequestro de carbono, e mostrou que sistemas intensificados e bem manejados podem contribuir para reduzir a pegada de carbono por quilograma de carne produzida.

Esse alinhamento entre recuperação ambiental e diferenciação de produto oferece oportunidades de acesso a mercados premium e conformidade com compromissos climáticos (figura 2).

Figura 2.
"Por que reduzir a pegada de carbono da pecuária?" pelo pesquisador Sérgio Raposo.

Fonte: Scot Consultoria.

A terceira estação focou em tecnologia no rebanho, abordando identificação, monitoramento e rastreabilidade na pecuária. O atendimento a mercados externos cada vez mais rigorosos, a rastreabilidade como uma ferramenta de comprovação da sustentabilidade e para a comprovação do cumprimento das exigências internacionais (figura 3).

A pesquisa acontece em parceria com uma startup. Foi desenvolvida uma plataforma de Internet das Coisas (IoT) e inteligência de dados para a rastreabilidade e o monitoramento em tempo real do rebanho bovino desde o nascimento do bezerro.

A apresentação mostrou como ferramentas tecnológicas, desde identificação eletrônica até plataformas de monitoramento de desempenho animal, permitem aprimorar decisões de manejo e agregar valor ao produto.

Figura 3.
"Tecnologia no rebanho: identificação, monitoramento e rastreabilidade na pecuária" apresentado pelo pesquisador Alberto Bernardi e pelo CEO Werter Padilha.

Fonte: Scot Consultoria.

A quarta e última estação abordou o uso de cerca elétrica, em sistemas intensificados de produção com rotação de piquetes e manejo de pastejo.

A discussão cobriu aspectos técnicos da instalação, manutenção, custos operacionais e impactos no bem-estar animal e na produtividade das pastagens. Essa estação exibiu o conceito de que tecnologias simples contribuem para o sucesso de estratégias de intensificação que dependem de manejo rotacionado (figura 4).

Figura 4.
“Desmistificando a cerca elétrica” pelo pesquisador Felipe Tonato.

Fonte: Scot Consultoria.

O evento reforçou o posicionamento da Embrapa Pecuária Sudeste como instituição desenvolvedora de tecnologias voltadas a soluções práticas e economicamente viáveis para o produtor.

Ao reunir, em um dia de campo, temas técnicos, ambientais, econômicos e tecnológicos, a programação mostrou a complexidade das decisões envolvidas na recuperação de pastagens e apresentou uma visão mais integrada das alternativas para a intensificação sustentável.

Diante das limitações para a expansão de área e da necessidade de elevar a produtividade, eventos como esse reforçam a importância das instituições de pesquisa na geração e difusão de soluções para a pecuária brasileira.

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