Mercado busca equilíbrio diante da oferta controlada e do ritmo lento das vendas de carne.
Foto: Scot Consultoria
Após três dias consecutivos de queda, o mercado abriu aquela quinta-feira com cotações estáveis para todas as categorias. O ambiente de negócios seguia com divergências entre vendedores e compradores, mas estava mais próximo de um ponto de equilíbrio.
A oferta de gado permanecia enxuta, porém a demanda estava fraca. Com dificuldade no escoamento da carne, a indústria ofertava preços menores, comprava de forma pontual e mantinham as programações de abate confortáveis, em torno de seis dias. Esse cenário mantinha a pressão sobre as cotações.
Do lado da venda, os pecuaristas estavam resistentes a preços menores, mas realizavam negócios, contudo, também de forma pontual e principalmente com lotes menores, o que limitava novas quedas. Ofertas nas faixas mais altas das referências encontravam melhores condições de negociação.
Havia relatos de negócios acima e abaixo das referências. Frigoríficos com maior necessidade de completar as escalas ofertavam preços ligeiramente acima das referências, enquanto indústrias com parcerias e vendedores mais dispostos a vender fechavam negócios a preços ligeiramente inferiores. Esses negócios, porém, eram pontuais e não se caracterizavam como referência de mercado.
Apesar da oferta controlada de boiadas, o volume disponível atendia à demanda, que estava mais fraca diante do ritmo mais lento das vendas de carne. Com isso, na comparação feita dia a dia, as cotações ficaram estáveis para todas as categorias.
As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias.
Diante de um mercado equilibrado, a cotação não mudou.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 27/8/2026.
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