Cautela da indústria e escalas alongadas reduzem ritmo das negociações.
Foto por: Scot Consultoria
O mercado iniciou a terça-feira com poucos negócios. Uma parcela relevante dos frigoríficos estava fora das compras, avaliando como iria se posicionar no mercado. Escalas de abate mais confortáveis possibilitavam esse comportamento.
Quem esteve ativo abriu o dia pressionando as cotações, contudo, poucos negócios foram efetivados. A dinâmica do mercado dependia da aceitação da ponta vendedora em negociar com preços menores. Com isso, as cotações não mudaram.
As escalas de abate estavam, em média, para 10 dias.
Na comparação feita dia a dia, a cotação caiu R$2,00/@ para todas as categorias.
Os embarques perderam ritmo em relação à primeira semana do mês, porém ainda estavam em níveis elevados. Até a segunda semana de maio, o volume exportado foi de 141,3 mil toneladas, com uma média diária de 14,1 mil toneladas, aumento de 36,2% frente ao embarcado por dia em maio de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,4 mil, alta de 24,2% em comparação com mesmo período de 2025.
Se a média diária de embarques permanecer firme, maio de 2026 tende a se consolidar como o melhor maio da série histórica em volume exportado, além de registrar o maior volume mensal embarcado em 2026.
Impulsionado pelos bons preços pagos pela tonelada de carne, com apenas 10 dias úteis, maio de 2026 já acumulou 80,5% do faturamento total registrado em maio de 2025. Caso o ritmo dos embarques e os preços pagos por tonelada sejam mantidos, o mês tem potencial para se tornar o melhor da série histórica em termos de faturamento, superando US$1,8 bilhão.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 19/5/2025.
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