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Adubar na medida correta


Quinta-feira, 25 de junho de 2009 - 08h49

O uso de fertilizantes deveria ser feito de acordo com o que indica a análise do solo.
Nesse aspecto, como anda a humanidade?

A adubação excessiva é prática adotada por muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento, e a falta de fertilizante (outro extremo) predomina em áreas muito pobres, notadamente em países africanos.

Segundo a revista científica norte-americana Science, a maioria dos sistemas agrícolas segue uma trajetória que vai da adição de nutrientes em quantidade muito pequena para uma em que a quantidade é excessiva – e ambos os extremos acarretam custos substanciais para o homem e o meio ambiente. Esse é o parecer da Universidade Stanford.

"A China, usa fertilizantes em excesso. Já na África sub-saariana, onde 250 milhões de pessoas estão cronicamente mal nutridas, a aplicação de nitrogênio, fósforo e outros nutrientes são insuficientes para a sustentabilidade da fertilidade do solo”.

Pesquisadores analisaram o uso de fertilizantes nitrogenados em plantações de milho em três lugares: norte da China, oeste do Quênia e meio-oeste dos Estado Unidos.

A China utiliza fertilizantes químicos em excesso. Lá, os fertilizantes são subsidiados.
Entre 1977 e 2005, o uso de fertilizantes aumentou 271%, embora o ganho de produtiviade da agricultura tenha sido de 98% (Science).

A adubação exacerbada de nitrogênio, por exemplo, contamina as águas subterrâneas, dando origem a "zonas mortas" e intensifica a poluição do ar em razão da amônia advinda das culturas adubadas.As plantas aproveitam no máximo 40% dos nutrientes contidos nos adubos.

Nos países desenvolvidos a situação é mais razoável. A produtividade do cultivo do milho no meio-oeste dos Estados Unidos é igual à da China, mas os americanos usam uma quantidade seis vezes menor de fertilizante nitrogenado e geram 23 vezes menos nitrogênio em excesso. A China poderia reduzir à metade o emprego de adubo químico sem queda de rendimento ou de qualidade do grão de milho.

O caso do Quênia é o oposto do caso Chinês. Os agriculturos africanos empregam pouco mais de 1% da quantidade de fertilizantes que os chineses nas lavouras de milho. Os quenianos aplicam anualmente 7 quilos de nitrogênio por hectare, muito menos nutriente do que o cultivo desse grão retira do solo (52 quilos de nitrogênio por hectare). A quantidade de adubo usada é insuficiente para garantir a produtividade da terra.

O Brasil, está numa posição razoavelmente boa no que diz respeito à contaminação do meio ambiente por meio de fertilizantes. O adubo no Brasil é caro e não costuma ser empregado de forma extensiva na agricultura. Na pecuária o uso é incipiente.

Em algumas regiões do Nordeste, a situação está mais próxima da África do que da China. Ali faltam nutrientes para manter o solo produtivo.

Nas lavouras nacionais que mais usam fertilizantes nitrogenados, como o café e a laranja, a quantidade de nitrogênio distribuído por hectare é menor do que a média da Holanda.

(Para saber mais consultar a revista Pesquisa Fapesp on-line - Estudo internacional, com participação de brasileiro, condena tanto o excesso como a falta de fertilizantes sintéticos na agricultura.)
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