• Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
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Arroba firme em fevereiro favorece criador e pressiona recria

Demanda firme no mercado interno e externo, escalas curtas nas indústrias e oferta comedida sustentam valorização; relação de troca tende a apertar para recriadores e invernistas.


O mercado do boi gordo vive um momento de forte valorização em praticamente todas as praças do país. Ao longo de fevereiro, a arroba não registrou quedas e, onde não subiu, permaneceu estável. A combinação de demanda aquecida no mercado interno e bom ritmo das exportações tem sustentado o movimento, mesmo na segunda quinzena do mês, tradicionalmente mais curta.

Do lado da oferta, as escalas de abate seguem encurtadas. Com as chuvas favorecendo as pastagens, o pecuarista consegue reter o gado por mais tempo no campo, buscando maior ganho de peso e melhores preços. Não há falta de boi, mas a comercialização está mais comedida, o que reforça o poder de barganha do produtor neste momento.

Na reposição, o cenário é mais apertado. Após anos de elevado abate de fêmeas, a oferta de bezerros diminuiu, pressionando o preço do boi magro. A relação de troca oscila, mas a tendência é de maior dificuldade para recriadores e invernistas, já que a reposição — que representa cerca de 70,0% do custo da engorda — segue em alta e reduz as margens.

No mercado futuro, os contratos da B3 refletem a firmeza do físico e indicam viés de alta, diante da dificuldade de compra por parte das indústrias. Nesse contexto, a bolsa surge como ferramenta estratégica de proteção, permitindo ao pecuarista travar preços e se resguardar de riscos como embargos, mudanças tarifárias ou instabilidades no comércio internacional.

Matéria originalmente publicada em: Arroba firme em fevereiro favorece criador e pressiona recria

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