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Scot Consultoria

Boi: pouca oferta de animais sustenta arroba em SP


Quinta-feira, 5 de março de 2015 - 17h41

A disponibilidade reduzida de bois terminados em São Paulo leva os frigoríficos do Estado a ceder e a pagar mais caro aos produtores. Para preencher escalas de abate, parte da indústria também busca animais em outras praças, o que fortalece pressões de alta na arroba em outros Estados.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço da arroba à vista em Barretos (SP) subiu R$ 0,50, para R$ 144. O preço pela arroba a prazo avançou em igual valor, para R$ 145. Em Araçatuba (SP), também houve valorização, com as cotações iguais às verificadas em Barretos. Os analistas também observaram alta nos preços do boi em Triângulo Mineiro (MG), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e no Noroeste do Paraná, dentre outras praças.

"A oferta continua curta. Em São Paulo, ainda temos escalas um pouco mais apertadas que nos últimos dias", afirma Hyberville Neto, analista da Scot. Segundo ele, houve ofertas em valores até maiores que R$ 144 a arroba em São Paulo. Já em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 143,50 à vista e R$ 144,50/arroba.

O indicador do boi gordo Esalq/BM&F à vista caiu ontem 0,09%, para R$ 143,65/arroba. A prazo, a cotação diminuiu 0,51%, para R$ 145,58. No futuro, o contrato para março, com 1.372 contratos negociados, teve alta de R$ 0,75, para R$ 145,39/arroba. O maio, com 1.687 negócios fechados, subiu R$ 0,59, para R$ 144,83/arroba. 




No atacado, a demanda por carne permanece fraca e os estoques dos frigoríficos, abastecidos. Além disso, dados divulgados na segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) sinalizaram que as exportações de carne em fevereiro permaneceram ruins, o que prejudica as margens da indústria. "Os números confirmam um começo fraco para os exportadores de proteínas, apesar dos ventos favoráveis no câmbio e da correção nos preços em dólar, garantindo uma visão mais cautelosa", afirmam analistas do banco Goldman Sachs, em relatório ao mercado.


Além disso, houve melhora no transporte de bois e de carne pelo País, com o enfraquecimento da paralisação dos caminhoneiros. "Não está mais sendo um problema tão grande. Tem muitos lugares travados ainda, mas não é isso o que está modificando o mercado", avalia Neto, da Scot. Os preços da carne no atacado permaneceram inalterados ontem, com o quilo do boi inteiro a R$ 8,51, o traseiro a R$ 10,80 e o dianteiro a R$ 6,40.


Fonte: Agência Estado, por Renato Oselame - renato.oselame@estadao.com - São Paulo/SP (publicado em 04/03/2015).



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