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Scot Consultoria

Boi deve seguir com preço alto e abate de fêmea avança


Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 - 09h26

Exploração da carne de matrizes vinha caindo desde 2007, mas subiu no ano passado, o que pode se relacionar ao começo de um novo ciclo de cotações do setor - São Paulo O valor do boi gordo deve se manter elevado durante todo este ano. A previsão é de que os preços sigam a linha de 2011, quanto atingiram um patamar superior ao dos últimos anos. A disponibilidade dos animais no pasto está maior, segundo um consultor, mas a demanda “patina”. Além disso, uma alta averiguada no abate de matrizes pode indicar o início de uma reversão no ciclo de alta do mercado, a partir de 2013. “A demanda caiu em janeiro, sem surpresas. Mas continuou em queda em fevereiro, quando deveria se normalizar”, disse o zootecnista da Scot Consultoria, Alex Lopes da Silva. Segundo ele, os frigoríficos estão tendo dificuldades de repassar os custos de produção ao consumidor. Quanto à oferta, “veio aumentando desde 2007. Cresceu, e as importações ficaram mais robustas”, analisou o especialista. “Mas ainda é difícil falar em excesso, é precoce”. O descompasso poderia fazer os preços despencarem, mas, “com os preços atuais, a atividade pecuária tem tido uma rentabilidade relativamente boa”, afirmou o pesquisador do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), Sergio De Zen. Tanto que “o consumidor está reticente em relação aos preços da carne”. Nesta semana, a arroba está cotada em torno de R$96, preço menor do que a média de 2011, mas superior às cotações mais antigas - do primeiro semestre de 2010 para trás. Para Alex, da Scot, preço e demanda estão "patinando". “A primeira atitude do pecuarista quando o preço do boi gordo começa a patinar é botar a vaca no gancho”, afirmou. O abate de fêmeas, que vinha diminuindo cerca de 2,5% ao ano desde 2007, teve uma elevação - considerada “pontual” pelo analista - entre janeiro e setembro de 2011. No período, foram abatidos 7,4 milhões de vacas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - alta de 12% sobre os 6,6 milhões registrados no mesmo período de 2010. Já o abate de machos, na contramão, recuou 10%: de 12,3 milhões para 11,2 milhões. O peso médio das carcaças, considerando machos e fêmeas, atingiu 17,83 e 12,98 arrobas, respectivamente. “É prematuro afirmar, mas o aumento pontual no abate de fêmeas pode indicar o início de uma virada de ciclo”, observou Alex. Entende-se que o mercado de carne bovina se comporta em ciclos de alguns anos de duração, alternando fases de preços altos e fases de preços baixos. Durante os ciclos de baixa, os descartes de matrizes aumentam para alavancar o caixa da produção. Nos de baixa, mantêm-se a um nível reduzido (geralmente, nesses períodos, abatem-se somente as vacas velhas, ou “vazias”, no jargão específico). “Possivelmente, entraremos em um novo ciclo no início de 2013”, disse o analista da Scot. Para De Zen, “o produtor pode estar vendo um preço razoável na carne de vaca e optando por engordá-la para o abate”. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Bruno Cirilloae. 16 de fevereiro de 2012.
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