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Scot Consultoria

Preços das carnes sobem em ritmo lento


Sexta-feira, 11 de novembro de 2011 - 18h33

Mesmo com a aproximação dos períodos festivos do fim do ano, os preços das carnes de suínos e aves crescem lentamente no país, e não acompanham o crescimento dos valores dos bovinos, que já acumulam alta de 6,6% em novembro, na comparação com a média do mês anterior. A tendência de elevação da demanda por carnes tendo em vista as festas de fim de ano parece ter gerado efeito somente na carne bovina, que ontem alcançou R$105,00 a arroba em algumas regiões. No mês de outubro os valores pagos pela arroba variaram entre R$89,00 e R$97,00. Para o analista de mercado da Scot Consultoria, Marco Túlio Habib, um dos fatores que explicam essa tendência de alta da proteína é que a oferta de gado confinado chegou ao fim, limitando as comercializações. "Os animais de confinamento acabaram mesmo, se tiver é pouco. A demanda pela proteína segue aquecida mesmo com o reajuste do preço das carnes, dado que nos aproximamos do final do ano. O feriado próximo, que gera uma demanda maior, está atrapalhando os compradores também. O boi saiu de 98 reais a arroba, na média de outubro, para pouco mais de R$104,00 hoje. Mas existem negócios de até R$106,00 por arroba à vista em alguns lugares", comentou Túlio. Apesar da alta nos preços dos bovinos neste mês de novembro, os valores ainda estão muito abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, quando a arroba já superava a marca de R$114,00 a arroba. Habib acredita que esse mercado seguirá firme até dezembro, mas não atingirá os altos patamares do ano passado. "Existe espaço para novas altas ainda, não tem boi no mercado, mas até quando esse valor vai subir não consigo saber; ele pode até superar a marca de R$110,00 a arroba. No ano passado o boi estava cotado a R$114,00, contra os R$104,00 de hoje, e não acredito que os preços possam chegar aos patamares do ano passado", considerou. Enquanto a baixa oferta e o final do ano ajudam os preços dos bovinos a se elevar, os valores das aves, que normalmente acompanham o mercado dos bovinos, não apresentaram grande desempenho no começo deste mês. "A carne de frango está apresentando uma alta comedida no momento. A expectativa era de uma alta maior, e isso tem frustrado um pouco o mercado. E nem a alta da carne de boi influenciou o mercado de aves", comentou o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. O analista comentou que não há excesso de oferta ou outra explicação qualquer para essa elevação mais lenta. "A expectativa é que os preços acompanhem a alta da carne bovina, a questão é se isso vai se confirmar. Hoje não existe nenhum viés de baixa, mas não entendemos por que os preços não sobem como deveriam. A expectativa é de que isso se acerte no decorrer do mês", disse ele. O preço do frango, que em outubro em São Paulo era de R$1,98 o quilo, chegou em novembro a uma média de R$2,05. "Caso a situação se normalize acredito que o valor do frango possa superar a marca de R$2,25 o quilo até o final do ano, mas temos que esperar para ver o que acontece", garantiu Iglesias. Já a situação dos suínos é ainda pior. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a variação dos valores dos bovinos do ultimo dia de outubro até hoje foi de 6,6% a mais. O frango se valorizou no mesmo período cerca de 7%, e os suínos, apenas 1,6%. "O mercado de suínos está bastante lento; nem mesmo a proximidade do fim de ano está ajudando a aumentar muito os valores de venda. A procura pela proteína também segue lenta, dando sustentação a essa alta vagarosa dos preços", considerou a pesquisadora do CEPEA, Camila Ortelan. Na primeira dezena de novembro, o preço do suíno vivo caiu na maioria das regiões pesquisadas pelo CEPEA. Esse cenário foi contrário ao que agentes colaboradores do CEPEA esperavam. Muitos acreditavam em alta, fundamentados no típico aquecimento em início de mês, especialmente de novembro, com a aproximação do fim do ano. "O frango teve uma pequena alta de preço de outubro para cá, mas este ainda é um movimento de começo mesmo, e a demanda ainda segue mais restrita", contou Camila. Fonte: DCI. Pela Redação. 11 de novembro de 2011.
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