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Scot Consultoria

Seca no Uruguai poderá abrir janela de negócios para o Brasil


Terça-feira, 20 de janeiro de 2009 - 16h58

A seca pela qual passa o Uruguai começa a afetar seriamente as pastagens e consequentemente a engorda e oferta de gado naquele país. O fato poderá abrir uma janela de negócios para os exportadores brasileiros em mercados atendidos pelos vizinhos, no médio prazo. Embora os frigoríficos brasileiros ainda não tenham visto reflexos significativos em suas exportações, uma análise sobre o cenário poderá ser feita, segundo Luiz Carlos de Oliveira, diretor da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). De acordo com notícia veiculada ontem em jornal daquele país, a oferta de boi gordo está ficando escassa no mercado interno uruguaio e, se não voltar a chover, o quadro pode se complicar nas próximas semanas. Analistas de mercado e traders lembram que as oportunidades podem surgir para o Brasil em mercados como a União Européia e alguns países do Oriente Médio, comentou Alcides Torres, analista da Scot Consultoria. Estão na lista de regiões para onde o Uruguai exporta carne bovina. “Vale lembrar que há uma série de questões antes que os exportadores brasileiros vejam benefícios. Se a seca continuar e faltar oferta por parte do Uruguai, há de se verificar se existirá demanda nos países importadores, se os compradores têm estoques e, ainda, se esses importadores podem procurar carne argentina, que tem preços melhores para dianteiro agora do que o Brasil”, disse um trader. O Uruguai trabalha com patamares de preços bem mais altos do que os brasileiros no mercado internacional, por atender a países que tem critérios sanitários extremamente exigentes, como é o caso dos Estados Unidos, Japão e Coréia, lembra José Vicente Ferraz, diretor do Instituto AgraFNP. “Há alguns países que quase não compram do Uruguai pela questão dos preços. É o caso do Egito e Rússia”. Para Ferraz, se a situação perdurar até surgir uma janela para o Brasil, a principal oportunidade seria a União Européia. Balanço 2008 A Abiec divulgou ontem os resultados das exportações do ano passado. Em receita, os frigoríficos faturaram US$5,3 bilhões, valor que ficou dentro das expectativas anteriormente divulgadas. Houve acréscimo de 20,36% sobre a receita com vendas externas de 2007. Em volume, as vendas externas alcançaram 1,383 milhão de toneladas - queda de 14,31% na comparação com janeiro a dezembro de 2007, segundo dados divulgados pela entidade. O acréscimo em receita ocorreu pela alta dos preços médios. A seca pela qual passa o Uruguai começa a afetar seriamente a oferta de gado naquele país. O fato pode, no médio prazo, abrir uma janela de negócios para o Brasil. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Érica Polo. 20 de janeiro de 2009.
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