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Scot Consultoria

Carne e leite se mantêm estáveis


Quarta-feira, 15 de outubro de 2008 - 12h05

O preço da carne bovina e do leite e seus derivados devem permanecer como estão nesse período de crise: a carne com valores acima da inflação e o leite com preços reduzidos. Segundo o consultor da Scot Consultoria, Fabiano Tito Rosa, o que tem interferido no preço da carne, que se mantém em constante alta, não é a crise financeira atual, mas a questão da febre aftosa, que afetou o setor entre os anos de 2005 e 2006. Rosa explica que há um problema de oferta e demanda no mercado, pois o ciclo da pecuária gira em torno de 3 a 4 anos, e os investimentos na criação de gado que foram feitos depois da crise aftosa só devem se refletir no próximo ano. “O mercado está enxuto, falta gado e falta carne. Isso tem sustentado os preços em constantes altas”, avalia o consultor. De acordo com ele, a crise financeira atual tem passado de raspão pelo segmento. O reflexo disso, acredita Rosa, deve ser a lentidão do crescimento de investimentos e de exportação do setor. “Não deve haver retração no consumo interno, nem na exportação. Mas o crescimento nos dois mercados deve ser a passos mais lentos”, reforça. Rosa informa que o País vinha em constante crescimento de exportação, por exemplo. Entre 1998 até agora, o volume exportado cresceu 480%. Segundo dados de 2007 da entidade, o Brasil exporta cerca de 25%, ou seja, 2,4 milhões de toneladas da carne que produz e importa um volume pouco significativo, de cortes mais específicos e nobres. No caso do leite, o cenário é oposto: oferta de produto no mercado e preços reduzidos. Segundo a consultora da Scot, Cristiane de Paula Turco, o preço do leite está em fase de queda há pelo menos três meses. Em 2007, explica ela, os preços estavam em alta, então houve investimentos no setor. Agora, em 2008, tem colhido os frutos desses investimentos: a produção está aumentando e o preço no varejo sofre redução. Em 2007, foram produzidos 26,9 bilhões de litros de leite, segundo dados da Scot, e este ano a expectativa é fechar com um volume de 29 bilhões de litros. A curto prazo, conforme Cristiane, a crise não deve interferir no segmento leiteiro por dois motivos. Primeiro porque a produção está boa, então tem produto no mercado, e segundo porque o Brasil é auto-suficiente, ou seja, não precisa importar o produto. Assim como a carne, o País importa um volume muito pequeno de leite e derivados. E exporta em torno de 3% a 4% do que produz. Fonte: Folha de Londrina. Economia. 15 de outubro de 2008.
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