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Scot Consultoria

Uso de ferrovias e hidrovias é mínimo


Terça-feira, 2 de março de 2010 - 13h36

Rede fluvial brasileira torna as hidrovias uma função extremamente eficaz no transporte de mercadorias Mesmo com as condições precárias das estradas, o transporte sobre pneus ainda é a principal forma de escoar os produtos agrícolas no Brasil. Para José Vicente Ferraz, diretor técnico da AgraFNP, outros modais como as hidrovias, por exemplo, são subutilizados pela falta de investimentos por parte do governo federal. Ele explica que a rede fluvial brasileira torna as hidrovias uma função extremamente eficaz no transporte de mercadorias. “Mas, infelizmente, elas são poucas e mal equipadas. Existem poucos terminais intermodais que permitam o rápido transbordo”, acrescenta. O potencial ainda inexplorado das hidrovias, na opinião de Ferraz, é defendido por correntes ambientalistas que apontam no uso dos rios para transporte de cargas um risco para o bioma em seu entorno. “Na verdade, é claro que há um impacto ambiental. Mas é uma questão de escolha para o País: ou se desenvolver ou se transformar em uma reserva ecológica para os países que se desenvolveram”, pontua. Na avaliação do consultor Rafael Ribeiro Lima Filho, zootecnista da Scot Consultoria, a ausência de políticas públicas que incentivem o sistema hidroviário impede que os rios da região Norte sejam melhor aproveitados para o escoamento de produtos para abastecer o mercado interno e externo. “O setor extrativista, por exemplo, poderia utilizar mais as hidrovias. Mas o uso que se faz hoje é muito pouco diante do total transportado através das rodovias para exportação”, afirma. Além do sistema hidroviário, as ferrovias também são pouco aproveitadas, na avaliação de Ferraz, pela insuficiência de investimento do governo em infraestrutura. “Temos uma ferrovia Norte-Sul que está há mais de 20 anos em construção e avança a passos de cágado”, reclama. Embora o transporte sobre trilhos devesse ser menos oneroso porque, teoricamente, demandaria menos gastos com manutenção, ainda assim é considerado pouco vantajoso pelo diretor do CentroGrãos da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), João Birkhan. “O frete da ferrovia não é mais barato que o do caminhão. O Brasil é o único lugar do mundo onde isso ocorre. Na maioria dos países, costuma ser 30% mais barato que o rodoviário”, pontua. Fonte: Campo News. Por Tisa Moraes. 2 de março de 2010.
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