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Scot Consultoria

Chile pode pôr fim a veto à carne brasileira


Segunda-feira, 14 de julho de 2008 - 09h44

Após três anos de veto à carne brasileira, o Chile poderá se render às evidências técnicas e voltar a comprar o produto a partir do final de agosto. O mercado não é representativo, porém a intransigência chilena vinha abalando as relações comerciais entre os dois países. As justificativas sanitárias se enfraqueceram após a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) reconhecer no dia 26 de maio que o Brasil estava apto à exportar carnes. A exceção é o Mato Grosso do Sul, origem do foco de febre aftosa que resultou no embargo em outubro de 2005. "O Rio Grande do Sul já está autorizado, mas não tem carne para suprir a demanda", avalia Fabiano Tito Rosa, consultor da Scot consultoria. Segundo informou, o mercado chileno representava pouco mais de 10% das exportações brasileiras. Estava entre os seis maiores importadores. Para o consultor, a barreira sanitária persiste por causa do excesso de rigor chileno. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em 2004, o Chile proporcionou receita de US$198,9 milhões ao Brasil, de um total de US$1,96 bilhão exportados. Para minimizar alguns impasses, o Comitê de Medidas Sanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC) aprovou no final de maio novas regras de regionalização. Ficou definido que quando a OIE afirmasse que a área estava livre de febre aftosa, o processo de liberação ao importador seria mais rápido. O contencioso esteve perto de um problema diplomático. O Brasil embargou o salmão alegando contaminação e por último as frutas. Neste último caso, os embarques foram regularizados na última semana, de acordo com o Instituto Brasileiro de Frutas. O secretário estadual da Agricultura de São Paulo, João de Almeida Sampaio, revelou que o governador José Serra lidera uma comitiva que esteve reunida na última semana com os Ministros da Agricultura e Relações Exteriores do Chile. "Na reunião, os chilenos assumiram o compromisso de que os embarques de São Paulo seriam liberados". São Paulo consome 50% do pescado, 65% das frutas e 42% dos vinhos. Para Rodrigo Lima, gerente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), ficou claro que a atitude adquiriu conotação política e protecionista. "Não há mais argumento para o embargo", avalia. O presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes, negou que houve retaliação na importação de frutas chilenas. Mas assumiu que a balança comercial é favorável ao país vizinho. "Em 2007 importamos US$212 milhões em frutas de lá. Nossas exportações foram bem menos da metade disso". Fonte: Gazeta Mercantil. Agronegócio. Por Roberto Tenório. 14 de julho de 2008.
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