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Scot Consultoria

Arroba do boi bate recordes e consumidor sente no bolso


Segunda-feira, 9 de junho de 2008 - 10h53

A variação de preço médio no varejo, entre junho de 2007 e junho deste ano, foi de 41,61% A pecuária de corte bateu os recordes de valores na arroba do boi gordo desde o ano passado. Agora, na entressafra, considerada historicamente época de baixa, segundo análise da Scot Consultoria, de São Paulo, a valorização da carne deve continuar. De janeiro de 2007 a maio de 2008, a valorização foi de 45,9% no Paraná. Só o acumulado do início do ano até a primeira semana de junho é de 18,9%. Aparentemente a notícia é boa, mas é reflexo da oferta restrita de boi para o mercado e do bezerro de reposição. A atmosfera é de recuperação iminente, mas com a alta de insumos, parte do lucro some. O abate maciço de matrizes de 2003 a 2006 promoveu a redução do rebanho em cerca de 20% e, com isso, a retração na oferta de animais prontos elevou preços. Os animais para reposição estão sendo vendidos a patamares pouco convencionais. O bezerro nelore de 7 arrobas, de janeiro a maio de 2008, valorizou 29%. 'O ciclo de preços muda a partir de 2006, quando houve queda no rebanho em torno de 3% até 2007, e os valores aumentam. A tendência continua pelo menos até o próximo ano', pondera a analista Giuliana Nogueira. 'Para o invernista não mudou muito, ele compra animal magro caro e vende gordo a bom preço. Comemorando está o produtor porque tem uma margem de lucro maior, mas mesmo assim, se equilibrando na balança por causa dos insumos. Sal mineral aumentou 80% do início do ano pa cá', calcula André Carioba Filho, presidente da Associação Nacional de Produtores de Bovinos de Corte. Ele defende que o governo federal, a exemplo da agricultura, deveria ter um plano de financiamento para pecuaristas terminadores. Como produtor, Carioba enxerga este período como um dos mais caros, que leva o pecuarista a vender matriz ou bovinos mal-acabados porque não consegue pagar pela engorda. Na ponta do lápis, um boi de 14 arrobas leva cerca de 100 dias para terminar com 18 arrobas, a um custo de R$400. 'Sem subsídios e com o abate de matrizes, vai continuar a escassez de boi no pasto. Estamos em um caminho perigoso, sofrendo o reflexo dos abates de matrizes, que foi necessária no momento, mas resultou em um caminho perigoso agora', analisa. O consumidor já paga mais caro pela carne no açougue. Segundo a Scot, a variação de preço médio no varejo, no Paraná, entre junho de 2007 e junho deste ano, foi de 41,61%. O Cairoba concorda com os cálculos. 'O Brasil está exportando menos, diminiu a produção e o valor do animal em dólar aumentou, logo, o mercado interno explode para cobrir as faturas', afirma. Fonte: Folha de Londrina. Rural. Por Claudia Palaci. 7 de junho de 2008.
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