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Scot Consultoria

Matrizes garantidas nos pastos de MT


Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 - 17h45

O ano de 2009 deverá ficar conhecido como ano em que as matrizes foram preservadas nos pastos mato-grossenses. Depois de três anos seguidos de aumento no volume de abates de fêmeas, o balanço parcial do ano aponta para taxa de abate de 36%, percentual mais baixo da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que começou em 2003, quando a taxa média de abates das matrizes chegou a 38%. A análise, apresentada no boletim semanal do Imea da última segunda-feira, está baseada nos números de abate de outubro disponibilizados pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT). “Os números mostram que 2009 foi o ano da retenção de fêmeas. Entre janeiro e outubro deste ano o percentual de abate de fêmeas foi de 36%. Como já mencionamos em outros boletins, uma crise ou bonança no setor da pecuária não se desdobra rapidamente como em outros setores, pois o ajuste da oferta é lento devido à incapacidade de se produzir bezerros rapidamente”. Ainda como aponta o boletim, a queda do abate de fêmeas funciona como eco da fase de bonança da arroba do boi. “Os atuais preços da arroba do boi começam a colocar em xeque a sustentabilidade da atividade, e a retenção de fêmeas só pode levar a uma maior produção de bezerros que logo levará a um aumento da oferta de carne. Agora só nos resta saber como organizar este elo da cadeia já que o criador e o invernista estão em posições antagônicas”, sendo o primeiro em visível desvantagem. ARROBA – Para os analistas da Scot Consultoria há espaço para valorização da arroba, considerando o atual movimento do mercado. As escalas de abate, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, encurtaram um pouco. Em São Paulo, há alguns dias, as máximas eram de 11 ou 12 dias, agora são de nove dias. A média, que era de sete dias, caiu para cinco dias. Além da redução da oferta de animais terminados em algumas praças, observa-se que as margens de comercialização das indústrias frigoríficas, ao menos quando analisamos apenas o mercado doméstico, estão em patamares confortáveis. Fonte: Diário de Cuiabá. 18 de dezembro de 2009.
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