Volumes de chuva podem seguir elevados no Norte e na faixa litorânea do Nordeste, enquanto o Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul avançarão para um cenário mais seco, típico do outono.
Foto: Bela Magrela
A região deverá concentrar os maiores acumulados do país. O Centro-Norte do Amazonas, Roraima, Amapá e o Centro-Norte do Pará devem registrar volumes elevados, variando predominantemente entre 230mm e 360mm, com núcleos localizados que podem se aproximar ou ultrapassar 400mm. Já no Sul do Pará e do Amazonas, os volumes serão menores, variando entre 130mm e 200mm.
Em Rondônia e no Acre, os volumes deverão ser mais modestos, porém relevantes, se comparados a outras regiões do país, variando entre 80mm e 160mm. Quanto mais ao Sul, menores os volumes de chuva, aumentando gradativamente em direção ao Norte.
No Tocantins, os volumes tendem a ser ainda menores e semelhantes aos de outras regiões, variando entre 40mm e 130mm, com os maiores volumes no extremo Norte do estado e diminuindo em direção ao Sul.
Na região, o padrão de chuvas será mais irregular, com característica de gradiente: maiores acumulados ao Norte e redução em direção ao Sul. O esquema de cores no mapa ilustra essa distribuição.
Em termos de anomalia, no Pará, no Amapá, no Leste do Amazonas e em partes do Tocantins, as chuvas devem ficar acima da média climatológica, com desvios de até 50mm, reforçando um cenário de umidade persistente. Nas demais áreas, os volumes tendem a ficar próximos do padrão habitual.
O comportamento será heterogêneo. A faixa litorânea, que se estende do Norte do Maranhão ao Sul da Bahia, abrangendo toda a Zona da Mata e do Agreste, tende a concentrar os maiores volumes da região, com acumulados entre 130mm e 260mm. Os maiores registros devem ocorrer nas áreas mais próximas ao litoral, com redução gradativa em direção ao interior.
À medida que se avança para o interior e para o Sul do Sertão, os volumes diminuirão de forma significativa, variando desde a ausência de chuva até, no máximo, 100mm acumulados.
De modo geral, assim como observado na região Norte, há uma diferença clara na distribuição das chuvas, com maiores acumulados no Norte e no extremo Leste da região e redução em direção ao interior.
As anomalias indicam chuvas acima da média em grande parte da região, com desvios de até 50mm. A exceção ficará para algumas áreas da Bahia, onde os volumes tendem a ser os menores, ficando dentro do padrão habitual para o período.
A região deverá apresentar redução mais clara das chuvas. Entre os estados, apesar de haver variações nos volumes, elas não são extremas, indicando acumulados semelhantes. Para o período, o esperado é de chuvas dentro do habitual.
Em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem ser irregulares e mal distribuídas. Em ambos os estados, o volume mensal deve variar entre 40mm e 130mm. Em Mato Grosso, os maiores acumulados tendem a se concentrar no Noroeste do estado, nas demais áreas, os volumes ficarão, em grande parte, entre 40mm e 60mm. Já em Mato Grosso do Sul, os maiores volumes devem se concentrar no Sul do estado, com diminuição gradual em direção ao Norte.
Em Goiás, os volumes serão bem distribuídos no estado, no entanto, as chuvas serão escassas ao longo do mês. A previsão indica acumulados entre 20mm e 60mm, com a maior parte do estado registrando volumes próximos de 40mm.
Na região, os mapas apontam para baixos acumulados, típicos do avanço da estação seca. Apesar disso, os volumes totais do mês ficarão dentro do esperado para o período em todos os estados.
Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo deverão registrar, em grande parte, volumes semelhantes, sem muita diferença entre os estados, variando entre 20mm e 60mm, algumas áreas podem chegar a 80mm.
Em São Paulo, os volumes podem ser levemente superiores, especialmente no Sul do estado, onde os acumulados podem se aproximar de 130mm em algumas áreas. De modo geral, os acumulados devem variar entre 60mm e 130mm, com maiores volumes no Sul e diminuição gradual em direção ao Norte.
Em relação a abril, são esperados volumes de chuva levemente superiores, contudo, nas áreas mais ao Norte do Paraná e no Leste de Santa Catarina, a tendência é de redução nos acumulados.
O Paraná deve registrar os menores volumes da região, variando entre 80mm e podendo chegar a 160mm no extremo Sul do estado. Os menores acumulados devem ocorrer no Norte, com aumento gradual em direção ao Sul. Na maior parte do estado, os volumes tendem a ficar entre 100mm e 130mm.
Em Santa Catarina, os acumulados podem variar entre 80mm e 200mm. A região Oeste tende a registrar os maiores volumes, entre 160mm e 200mm, enquanto o Leste deve ficar entre 80mm e 130mm.
No Rio Grande do Sul, por sua vez, os volumes de chuva devem ser mais elevados na maior parte do estado, em torno de 200mm, com variações entre 160mm e 200mm.
De modo geral, Paraná e Santa Catarina devem apresentar chuvas dentro do padrão habitual, enquanto o Rio Grande do Sul pode registrar volumes até 50mm acima da média em todo o estado.
O Brasil deve manter um padrão térmico ainda elevado, mas já com avanço mais evidente do resfriamento no Centro-Sul. No Norte e em grande parte do Nordeste, as temperaturas médias devem permanecer entre 25°C e 30°C, com poucas variações em relação a abril.
No Centro-Oeste e Sudeste, as médias tendem a ficar entre 20°C e 25°C, já refletindo a transição sazonal, as áreas mais ao Norte das regiões devem ter maiores temperaturas médias, diminuindo em direção ao Sul.
No Sul, o resfriamento será mais acentuado, com temperaturas entre 15°C e 20°C, e pontos do Rio Grande do Sul podendo ficar abaixo disso.
Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista para maio (mm).
Fonte: INMET
Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista para maio (mm).
Fonte: INMET
Figura 3.
Mapa de temperatura média prevista para maio (°C).
Fonte: INMET
Figura 4.
Mapa de anomalias de temperaturas prevista para maio (°C).
Fonte: INMET
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