Apesar da ocorrência de precipitações, o padrão segue aquém da média histórica em várias regiões produtoras.
Foto por: Scot Consultoria
O mapa de acumulado indica bons volumes de chuva e bem distribuídos pela região, com totais que devem variar entre 40mm e 85mm, chegando pontualmente a valores mais altos no Oeste da Amazônia. A exceção fica para Roraima, que deve atravessar a semana com acumulados que não superarão os 10mm.
Apesar desse acumulado, o mapa de anomalias mostra predominância de desvios negativos em boa parte da região, indicando que, mesmo chovendo, os volumes tendem a ficar abaixo da média climatológica para o período em determinadas áreas.
O índice de umidade do solo confirma um cenário ainda confortável. O Oeste da região apresenta umidade classificada entre adequada e abundante, enquanto áreas mais ao Leste, como Pará e Tocantins, aparecem com níveis mais próximos do adequado, sem sinal de excesso generalizado. Pontos isolados do Norte do Pará apresentam volumes limitados de umidade.
O contraste entre os estados é mais evidente. Os acumulados de precipitação previsto é baixo na maior parte da região, com extensas áreas registrando valores inferiores a 15mm.
No Maranhão, Piauí e Bahia, onde de fato são esperados acumulados mais significativos, os volumes devem variar entre 25mm e 50mm, com pontos isolados podendo superar essas médias. As regiões mais ao Sul do Maranhão e do Piauí tendem a concentrar os maiores acumulados, que diminuem gradativamente em direção ao Norte dos estados. Na Bahia, os maiores volumes devem se concentrar no Oeste, com redução das chuvas à medida que se avança para o Leste.
Para os demais estados e o Nordeste Baiano, a expectativa é de tempo seco, com pouca ou nenhuma ocorrência de chuva.
Há a presença de anomalias negativas, porém limitadas às áreas mais ao Norte da região, e as demais áreas tendem a ficar dentro do esperado. Esse padrão se reflete no índice de umidade do solo, que aponta condições limitadas a insuficientes em grande parte da região, indicando manutenção do déficit hídrico superficial. Nas áreas onde os volumes de chuvas são mais elevados, o índice aponta para volumes adequados de umidade, porém próximos ao limite.
O mapa de acumulados indica chuvas bem distribuídas entre Mato Grosso e Goiás, com volumes entre 30mm e 50mm, além de alguns núcleos pontuais na divisa entre os estados que podem superar essa média. Já em Mato Grosso do Sul, assim como observado nos últimos períodos, os acumulados tendem a ser menores em relação aos estados vizinhos, variando entre 15mm e 30mm, com os maiores volumes concentrados no Norte do estado.
Assim como em grande parte do Brasil, as anomalias de precipitação serão predominantemente negativas, com maior intensidade em todo o território de Mato Grosso do Sul e no Noroeste de Mato Grosso.
O índice de umidade do solo aponta um quadro majoritariamente adequado, com áreas ainda classificadas como abundantes, especialmente no Norte de Mato Grosso, enquanto partes de Goiás e de Mato Grosso do Sul já se aproximam do limite inferior da faixa considerada adequada.
Os acumulados previstos variam entre os estados. São Paulo deve registrar os menores volumes, com média em torno de 35mm, além de anomalias negativas de até 25mm em todo o território. Já Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo devem apresentar acumulados entre 35mm e 60mm, com precipitações dentro do padrão esperado para o período.
O mapa de umidade do solo indica condições majoritariamente adequadas. Apesar das chuvas abaixo do esperado em São Paulo, esse quadro de umidade dentro dos níveis adequados não deve sofrer alterações significativas.
Os acumulados de precipitação previstos serão mais baixos quando comparados a outras regiões do país. O Rio Grande do Sul deve registrar os maiores volumes, com chuva em todo o território e maiores concentrações nas áreas do Oeste do estado, os acumulados devem variar entre 15mm e 35mm, podendo chegar a 45mm em pontos isolados.
Santa Catarina e a maior parte do Paraná devem apresentar um regime de pouca ou nenhuma chuva, com volumes que não devem superar os 15mm. A exceção é o Noroeste do Paraná, onde os acumulados podem alcançar até 25mm.
As anomalias de precipitação serão negativas e de forte intensidade no Paraná e em Santa Catarina, abrangendo praticamente todo o território desses estados. No Rio Grande do Sul, as anomalias variarão entre volumes dentro da média e abaixo do esperado.
Ainda assim, o índice de umidade do solo revela um quadro relativamente favorável, com áreas apresentando umidade classificada como adequada a abundante, reflexo de chuvas anteriores. O cenário atual não deve alterar esse quadro.
Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista de 19/1/2026 até 25/1/2026 (mm).
Fonte: NOAA
Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista de 19/1/2026 até 25/1/2026 (mm).
Fonte: NOAA
Figura 3.
Condições de umidade do solo no Brasil – CPC (modelo Leaky Bucket) – 10 de janeiro de 2026
Fonte: NOAA/CPC
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