“Do boi tudo se aproveita”: além da carne, os miúdos, apesar de certo preconceito, são consumidos na alimentação humana, no mercado pet, além de usos industriais, como na medicina e na fabricação de fármacos.
Foto: Bela Magrela
Cada bovino abatido gera, além da carcaça, um conjunto de órgãos, vísceras e partes aproveitáveis que são destinados ao consumo humano, à indústria de alimentos, ao mercado pet, à indústria farmacêutica e a outros segmentos industriais.
Segundo o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), são considerados miúdos os órgãos e partes dos animais de abate julgados aptos ao consumo humano pela inspeção veterinária oficial. Nos bovinos, incluem-se cérebro (encéfalo), língua, coração, fígado, rins, rúmen, retículo, omaso, rabo e mocotó.
Dependendo dos hábitos de consumo regionais ou das exigências dos países importadores, também podem ser aproveitados pulmões, baço, medula espinhal, glândula mamária, testículos, lábios, bochechas, cartilagens e outras partes previstas em normas complementares, desde que não sejam classificadas como materiais de risco.
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