Nas áreas semeadas na primeira janela, a produtividade já é limitada e dificilmente deve superar 140 sacas por hectare, com desempenho ainda mais restrito em lavouras implantadas fora do período ideal.
Foto: Magnetic
A produção está estimada em 108,4 milhões de toneladas de milho segunda safra (Conab), volume 4,2% menor que no ciclo 2024/25 (tabela 1).
Tabela 1.
Comparativo de área e produção de milho segunda safra no Brasil.
| BRASIL | Área (mil ha) | Produção (mil t) | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Safra 24/25 | Safra 25/26 | Var. % | Safra 24/25 | Safra 25/26 | Var. % | |
| TOTAL | 17.430,3 | 17.790,8 | 2,1 | 113.228,4 | 108.455,4 | -4,2 |
Fonte: Conab / Elaboração: Scot Consultoria.
A semeadura do milho safrinha foi prejudicada pelo atraso na colheita da soja, comprometendo a janela ideal de semeadura, principalmente em Goiás e Minas Gerais, onde produtividade estimada está abaixo do usual.
Nesses estados a queda da produtividade está acontecendo em função do clima adverso.
Estima-se uma retração da área semeada de 3,8% em Goiás e de 5,2% em Minas Gerais, e queda na produtividade de 18,7% e 10,7%, respectivamente.
Por outro lado, Mato Grosso e Paraná apresentam perspectivas favoráveis para a produção.
No curto prazo, o cenário aponta para uma oferta menor, mas sem risco de desabastecimento. O principal ponto de atenção está sendo as cotações da saca. Por enquanto, o avanço da colheita da primeira e da segunda safra tende a elevar a oferta interna, o que pode limitar movimentos mais intensos de alta nos preços.
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