A estimativa da produção da safra brasileira de amendoim em 2025/2026 é de queda de 1,9%.
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A produção mundial de amendoim foi de 52,2 milhões de toneladas em 2025. Os principais produtores foram China, com participação de 36,4%, Índia com 14,4%, Nigéria com 10,0% e Estados Unidos com 6,2%. O Brasil ocupa a sétima posição, com 2,2% de participação (USDA, 2026).
A produção brasileira na safra 2024/25 foi de 1,2 milhão de toneladas. A estimativa para a safra 2025/26 é de 1,1 milhão de toneladas, uma redução de 1,9%. Esse declínio deve-se a uma queda de 2,3% na produtividade, que caiu de 4,1 toneladas por hectare para 4,0 toneladas por hectare. A área semeada aumentou de 0,5%.
Com relação às exportações, a fatia de mercado da Índia é de 23,9%, a da Argentina 22,9%, a dos Estados Unidos 12,7%, a do Brasil 10,4% e a da China 10,0%, somando 79,9% do volume comercializado no mundo (USDA,2026).
O Brasil em 2025 exportou, considerando apenas grãos, 311,5 mil toneladas, um recorde, com aumento de 37,3% na comparação com 2024 quando foram exportadas 226,8 mil toneladas. O faturamento cresceu 1,9% com U$$ 367,0 milhões, contra U$$360,0 milhões em 2024.
Figura 1.
Exportação de amendoim em grãos, volume em mil toneladas e faturamento em milhões de dólares.
Fonte: COMEX / Elaborado por Scot Consultoria
Os principais países compradores são:
Figura 2.
Principais importadores em volume, em 2025.
Fonte: COMEX / Elaborado pela Scot Consultoria
Comparando o farelo de amendoim com o farelo de soja, observa-se uma diferença no preço por tonelada. O farelo de amendoim foi cotado em R$1.280,00/t, preço 17,2% menor que o do farelo de soja, cujo preço é R$1.545,00/t.
Figura 3.
Comparação entre a cotação por tonelada do farelo de amendoim e a do farelo de soja, entre as quinzenas de dezembro de 2025 a janeiro de 2026.
Fonte: Scot Consultoria
Sob a perspectiva nutricional, o farelo de amendoim apresenta uma disponibilidade média de proteína bruta de 56%, enquanto o farelo de soja 48% com valor semelhante de energia metabolizável, cuja média é de 3.500 kcal/kg (CQBOL 4).
Essa combinação de fatores resulta em um preço por quilo de proteína bruta de R$ 2,29 para o farelo de amendoim, contra R$3,22 para o farelo de soja, uma diferença de 29,0%. De forma análoga, para se obter 3.500 kcal, o preço é menor para o farelo de amendoim, com uma vantagem de 14,3%.
Contudo, a adoção do farelo de amendoim em escala é limitada por fatores estruturais de oferta. A produção nacional, concentrada nos estados de São Paulo (79,4%) e Mato Grosso do Sul (15,0%). Caso toda a produção de amendoim de 2025 fosse processada - levando em consideração o rendimento médio de 70% pelo procedimento de trituração a frio (Zhao et al., 2012). Resultaria em 811,8 mil toneladas de farelo de amendoim, volume que representa apenas 1,8% da produção de farelo de soja no mesmo ano.
Essa escala de produção reduzida e a concentração geográfica restringem o escoamento e a disponibilidade permanente do produto em diferentes regiões, criando uma barreira para a incorporação regular nas dietas. Portanto, a vantagem de custo e o perfil nutricional não se traduzem em uma participação maior de mercado, que permanece condicionada pela capacidade limitada de distribuição.
*Outros = África do Sul, México, Colômbia, Ucrânia, Reino Unido, Espanha, Polônia, Belarus, Egito, Japão, Nova Zelândia, Alemanha, Austrália, Turquia, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Azerbaijão, Cazaquistão, Taiwan (Formosa), Equador, Hungria, Macedônia, França, Jordânia, Peru, Portugal, Bélgica, Chile, Indonésia, Albânia, Iraque, Costa do Marfim, Grécia, Israel, Eslovênia, Líbano, Romênia, Moldávia, Lituânia, Geórgia, Suriname, Costa Rica, Bulgária, Armênia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Trinidad e Tobago, Jamaica, Itália, Paraguai, Estados Unidos, República Dominicana, Uruguai, Martinica, Libéria, Marshall, Ilhas, Panamá, Angola, Singapura, Hong Kong, Chipre, Bahamas, Malta, Aruba, Brasil, Noruega, Barein, Dinamarca, Tailândia, Barbados, Antígua e Barbuda, Filipinas, Bermudas, Ilha de Man, Cayman, Ilhas, Gabão, Croácia, Malásia, Suíça, Arábia Saudita, Falkland (Malvinas), Comores, Bangladesh, Palau, Argentina, Índia, Vietnã, Luxemburgo, Coreia do Sul, Maurício
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