A produção, tanto do milho primeira safra, quanto da soja, tem potencial de recordes.
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Para a primeira safra, ainda há algum trabalho de semeadura em progresso, notadamente nos estados do Maranhão e Piauí, onde o progresso avançou muito bem durante o decêndio final de dezembro.
Para os demais estados, como Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores, a implementação das lavouras está praticamente finalizada – veja na tabela 1.
Tabela 1.
Progresso de semeadura do milho primeira safra nos principais estados produtores.
| Estado | Semana até: | Média 5 anos | ||
|---|---|---|---|---|
| 2024 | 2025 | |||
| 28/dez | 20/dez | 27/dez | ||
| Maranhão | 25,0% | 15,0% | 30,0% | 22,8% |
| Piauí | 35,0% | 22,0% | 35,0% | 25,4% |
| Bahia | 67,0% | 91,0% | 96,0% | 77,4% |
| Goiás | 100,0% | 98,0% | 99,8% | 87,2% |
| Minas Gerais | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 98,8% |
| São Paulo | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 100,0% |
| Paraná | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 100,0% |
| Santa Catarina | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 99,9% |
| Rio Grande do Sul | 92,0% | 92,0% | 94,0% | 89,6% |
| 9 estados | 80,8% | 82,0% | 85,6% | 80,3% |
Fonte: Conab / Elaborado por Scot Consultoria
No Paraná, o Deral-PR, estima que 93,0% do milho paranaense encontra-se em boas condições de cultivo, enquanto 7,0% estão em condições médias ou ruins (16/12). De forma geral, espera-se que a produtividade no estado seja excelente.
No Rio Grande do Sul, a Emater aponta que o cultivo do milho foi favorecido nos últimos dias por conta das precipitações que ocorreram na maioria das áreas, retirando o viés de seca que se instaurava. A maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos.
Em ambos os estados, já existem algumas áreas prestes a serem colhidas. Entretanto, de forma nacional, a maior parte das lavouras encontra-se ainda no estado de desenvolvimento vegetativo ou enchimento de grãos.
Entendemos que, para a primeira safra, há um potencial maior do que em relação à safra do ano passado. As estimativas da Conab apontam que a produção na safra de verão este ano deve ser de 25,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 3,9% em relação ao ano passado.
Ainda existem algumas áreas a serem semeadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí e, mais notoriamente, no Maranhão.
Na fase inicial de implantação das lavouras, houve um grande atraso – mais evidente em Goiás, Minas Gerais e Maranhão. Entretanto, o ritmo dos produtores aumentou e, embora haja muito risco para a janela do milho safrinha, o ritmo de trabalhou andou bem.
O que não ocorreu no Maranhão, onde o ritmo ainda está menor do o ano passado e do que a média dos últimos cinco anos – veja na tabela 2.
Tabela 2.
Progresso de semeadura da soja nos principais estados produtores.
| Estado | Semana até: | Média 5 anos | ||
|---|---|---|---|---|
| 2024 | 2025 | |||
| 28/dez | 20/dez | 27/dez | ||
| Tocantins | 100,0% | 99,0% | 100,0% | 96,8% |
| Maranhão | 67,0% | 54,0% | 60,0% | 62,8% |
| Piauí | 98,0% | 95,0% | 98,0% | 93,8% |
| Bahia | 100,0% | 99,0% | 100,0% | 96,4% |
| Mato Grosso | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 99,9% |
| Mato Grosso do Sul | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 99,9% |
| Goiás | 99,9% | 99,5% | 100,0% | 98,9% |
| Minas Gerais | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 99,2% |
| São Paulo | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 100,0% |
| Paraná | 100,0% | 100,0% | 100,0% | 100,0% |
| Santa Catarina | 95,0% | 91,0% | 94,0% | 93,8% |
| Rio Grande do Sul | 96,0% | 96,6% | 96,0% | 90,2% |
| 12 estados | 98,2% | 97,6% | 97,9% | 96,7% |
Fonte: Conab / Elaborado por Scot Consultoria
Segundo o Deral-PR, 89,0% da soja paranaense encontra-se em boas condições de cultivo, enquanto 11,0% estão em condições boas ou ruins (16/12). Espera-se que a produtividade seja um pouco maior do que em relação ao ano passado.
No Rio Grande do Sul, segundo a Emater-RS (30/12), a condição das lavouras é considerada boa, com a combinação de precipitação e dias de sol colaborando para que a cultura tivesse um bom vigor vegetativo, com uma boa capacidade produtiva.
De forma nacional, a maior parte das lavouras encontra-se em estado de desenvolvimento vegetativo, floração ou enchimento de grãos.
A Conab estima que o Brasil colherá uma safra recorde neste ciclo – por ora, enxergamos dessa forma. A produção deve ser de 177,1 milhões de toneladas, incremento de 3,3% em relação ao ciclo passado.
Para a segunda semana de janeiro (4 a 10), o cenário é de chuvas em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Norte de Minas Gerais. Para a terceira semana (11 a 17), as precipitações descem para o Sul, atingindo grande parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – veja nas figuras 1 e 2.
Figura 1.
Mapa de precipitação para o Brasil, entre os dias 4 e 10 de janeiro de 2026.
Fonte: NOAA
Figura 2.
Mapa de precipitação para o Brasil, entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2026. 
Fonte: NOAA
Há de se notar que, para a primeira quinzena de 2026, há a previsão de uma área de menor precipitação compreendida entre o sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e partes do Triângulo Mineiro.
Nesse sentido, há áreas que vão receber quantidades consideráveis de precipitação e outras que não, porém, o desenvolvimento das lavouras não deverá ser impactado.
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