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Scot Consultoria

Carta Grãos - Começou a colheita de algodão


Terça-feira, 31 de maio de 2022 - 10h00

Foto: Shutterstock

 


Safra 21/22

No oitavo levantamento de acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos (Conab), as expectativas são de crescimento da área semeada com algodão e de crescimento da produtividade. 


A área destinada à cultura aumentou 16,9% frente à safra passada, quando foram semeados 1,37 milhão de hectares. Para a safra 2021/2022, foram semeados 1,60 milhão de hectares, destacando o Mato Grosso, com 1,14 milhão de hectares, representando 71,2% da área.


Para a atual safra, a expectativa é de aumento de 2,3% na produtividade frente à safra passada, com produção média de 1,76 toneladas de pluma por hectare.


Maior área e produtividade resultaram em aumento de produção, cujo volume está estimado em 2,82 milhões de toneladas de pluma, aumento de 19,5% em relação à safra anterior.


Para o algodão em caroço, a previsão é de que a produção seja de 4,11 milhões de toneladas, incremento de 19,4% comparado à safra passada.


Mato Grosso 

O Mato Grosso é o principal produtor de algodão. Na safra atual deverá responder por 70,4% da produção nacional, com produção estimada em 1,98 milhão de toneladas, aumento de 22,8% frente à safra passada. 


O aumento na produção se dá pelo incremento de 18,6% em área semeada e de 3,5%, ou 59 quilos, na produtividade esperada das lavouras do estado.  


Colheita

A colheita começou em alguns estados produtores cuja semeadura aconteceu em novembro, por conta do clima, no início da janela de plantio destinada à cultura.


Até 21/5, segundo a Conab, o Mato Grosso do Sul, por exemplo, já havia colhido 3% da área, a Bahia 1,5% e Minas Gerais 2,0% da área. A colheita também começou em São Paulo e no Paraná.


A colheita deverá ganhar ritmo no início de junho, com previsão de término em setembro.


Safra norte-americana

A expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) para a safra norte-americana é que a área colhida seja de 4,15 milhões de hectares, aumento de 25% frente à temporada passada.


No relatório de 9 de maio, a semeadura estava em bom ritmo, alcançando 24% da área esperada, aumento de 8 pontos percentuais frente à semana anterior, mesma quantidade em mesma data de 2021 e na média dos últimos 5 anos. 


Mercado 

Pluma 

A menor disponibilidade no mercado interno, a retomada das atividades industriais e a maior procura pela fibra natural com a alta do barril de petróleo, trouxeram firmeza às cotações da pluma desde junho de 2021. 


A referência de preço para maio, até 26/5, em São Paulo, foi de R$262,03 por arroba (15 kg), alta de 10,2% em relação à média de abril e de 53,7% em relação a maio de 2021. Mesmo com o início da colheita, os preços estão firmes. Veja na figura 1.


Figura 1.
Cotação média mensal do algodão em pluma, em reais por arroba.



*até 26/5/22
Fonte: CEPEA / Elaboração: Scot Consultoria.


Coprodutos

O cenário de preços frouxos para o milho e para a soja no mercado nacional, resultado do avanço da colheita da primeira safra no país, e o aumento da oferta de seus coprodutos vêm pressionando as cotações dos farelos e do caroço de algodão.


Puxado pela maior oferta de farelo de soja com a consequente queda nas cotações, os preços do farelo de algodão com 28% e 38% de proteína bruta, em São Paulo, caíram 16,3% e 15,6%, respectivamente, em maio frente à abril.


Já a tonelada do caroço de algodão está cotada, em média, em R$2.094,44/t, sem o frete, comparado à média de abril os preços caíram 2,0%, queda menos intensa frente aos outros coprodutos do algodão. Veja na figura 2


Figura 2.
Cotação média mensal dos coprodutos do algodão, em São Paulo, em reais por tonelada.



*até 26/5/22
Fonte: Scot Consultoria. 


Expectativas

A expectativa de maior produção para a safra brasileira e norte-americana podem pressionar as cotações da pluma em médio e longo prazo.


Esse aumento na produção está associado aos melhores preços no mercado internacional, demanda aquecida no início de 2022 e a rentabilidade da cultura. O avanço na área semeada está limitado pela competição com o milho segunda safra no Brasil.


Para o curto prazo, o avanço da colheita no Brasil e a maior oferta no mercado interno pode resultar em quedas pontuais nas cotações da pluma, mas mantendo-as ainda firmes até um maior volume ser ofertado.


Para o pecuarista, o cenário é de maior disponibilidade de caroço e de farelo de algodão na atual temporada, com as cotações podendo permanecer abaixo das atuais referências no decorrer do ano.



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