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Scot Consultoria

Carta Grãos - De olho na safra norte-americana 2022/23


Quinta-feira, 10 de março de 2022 - 11h30

Foto: Scot Consultoria


Em 24 e 25 de fevereiro ocorreu o Agricultural Outlook Forum do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).
 


Esse evento anual é bastante aguardado por trazer as primeiras estimativas acerca da intenção de safra norte-americana de grãos, nesse caso a temporada 2022/2023, a ser semeada em abril/maio. 


Com relação à soja, é esperado um aumento de 0,9% na área nos Estados Unidos, estimada em 35,61 milhões de hectares, frente os 35,28 milhões de hectares em 2021/22.


A produção norte-americana foi estimada em 122,19 milhões de toneladas em 2022/23, frente às 120,7 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado. Os rendimentos médios também deverão ser maiores, estimados em 57,19 sacas por hectare, frente às 57,01 sacas por hectare em 2021/22. 


A alta nos preços da soja em meio à quebra de produção na América do Sul e a forte demanda para esmagamento no país foram fundamentais para a expectativa de aumento da intenção de plantio na temporada que está começando nos Estados Unidos. 


Com relação ao milho, a expectativa de redução da área é motivada pela elevação dos custos dos insumos, principalmente os fertilizantes nitrogenados, consumidos fortemente nas lavouras. É esperada redução de 1,4% na área, estimada em 37,23 milhões de hectares, frente os 37,80 milhões de hectares na safra 2021/22. 


Apesar da área menor, a produção deverá ser recorde, com 387,10 milhões de toneladas, 0,8% maior frente às 383,92 milhões de toneladas colhidas em 2021/22, puxado pela expectativa de maior produtividade média, estimada em 173,28 sacas por hectare, acima das 169,28 sacas na safra passada. 


Destaque também à produção de trigo e algodão, que deverão crescer em área. Para o trigo, o USDA projeta a área semeada em 19,42 milhões de hectares em 2022/23, 2,8% maior que no ciclo anterior e, para o algodão, a estimativa de área é de 5,13 milhões de hectares, 13,0% maior que na temporada passada. 


Dessa forma, além do Brasil, que está colhendo a safra de verão (primeira safra) e semeando a safra de inverno (segunda safra), o clima nos Estados Unidos passa a ter importância na precificação no mercado internacional daqui para frente, com a semeadura por lá tendo início em abril/maio. 


Historicamente, a situação das lavouras norte-americanas, seja positiva ou negativa, repercute diretamente nos preços no mercado brasileiro, principalmente para a soja.



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