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Scot Consultoria

Carta Conjuntura - Desempenho das commodities agrícolas em novembro


Sexta-feira, 10 de dezembro de 2021 - 10h00

Foto: Envato


Açúcar

Oferta enxuta e preços firmes


O preço do açúcar subiu 7,9% entre setembro e novembro, em função da demanda firme e menor disponibilidade no mercado interno.


No acumulado da safra 2021/22 foram produzidas 31,2 milhões de toneladas de açúcar (1/11/21), queda de 14,3% comparado ao mesmo período na safra anterior.


Em curto prazo, os preços deverão permanecer firmes, com a menor produção de cana-de-açúcar e maior destinação à produção de etanol.


Algodão

Mercado firme para a pluma


Em São Paulo, o preço da pluma de algodão subiu 3,4% em novembro, frente à média vigente em outubro, apesar da colheita nos Estados Unidos em fase final.


A maior demanda, com destaque para a retomada da indústria têxtil na China, a redução dos estoques de passagem globais de pluma e a valorização do dólar frente ao real, vem dando sustentação às cotações.


As estimativas da Conab para a safra brasileira 2021/22 de algodão em pluma são de aumento de 9,3% para a área e 3,1% em produtividade, resultando em uma produção 12,6% maior, chegando às 2,65 milhões de toneladas.


Para o curto prazo, a expectativa é de que os preços continuem firmes, com a demanda puxada pela retomada da indústria têxtil e a valorização da pluma no mercado internacional.


Arroz

Mais um mês de queda de preço


Os vendedores estão limitando a oferta em busca de melhores preços, mas a demanda fraca resultou em queda de 7,9% na cotação média na primeira quinzena de novembro comparada a outubro.


O estoque está 31,9% maior esse ano, quando comparado ao ano anterior, e a semeadura está avançando no país. Até 27 de novembro havia sido semeada 78,3% da área prevista para a safra desse ano (Conab).


Com o mercado internacional menos demandado, estoques maiores e áreas semeadas em boas condições, os preços devem continuar frouxos no mercado interno.


Café

 A atenção está voltada ao desenvolvimento da próxima safra


Os preços do café arábica são recordes. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as cotações do café arábica subiram 170,4% em doze meses. Para o conilon, no mesmo período, a alta chegou em 100,4% em setembro, cenário puxado pela quebra na produção em 2021.


O cenário é de preços firmes, com a oferta apertada do produto, fruto das intempéries climáticas que afetaram os cafezais em 2021. Além disso, há expectativa de melhora no consumo mundial.


Outro fator importante é a preocupação com o La ninã, que pode afetar o enchimento dos grãos de café no início de 2022, não só no Brasil, mas também na Colômbia, grande produtor de café arábica.


Para o curto prazo, a expectativa é de preços firmes, diante dos estoques mundiais em menores patamares, aquecimento na demanda com a chegada do período frio no hemisfério norte, câmbio elevado e as incertezas que pairam sobre a próxima safra.


Leite

Inversão de tendência no mercado do leite


Considerando a média ponderada dos 18 estados monitorados pela Scot Consultoria, na comparação mês a mês, a queda de preços foi de 1,8% no pagamento ao produtor realizado em novembro, que remunera a produção de outubro. Foi a primeira queda após sete meses de altas.


Segundo o Índice Scot Consultoria de Captação, em outubro, o volume captado (média nacional) aumentou 5,4% em relação a setembro, mas está 0,2% abaixo da média na comparação com outubro/20.


O custo de produção ficou estável em novembro frente a outubro. Apesar dos recuos com a alimentação concentrada, os demais insumos, com destaque aos fertilizantes e combustíveis, limitaram a queda.


Para o pagamento a ser realizado em dezembro/21 (produção entregue em novembro/21), com as condições melhores das pastagens, a expectativa é de aumento na oferta de leite e, com isso, a pressão de baixa deverá ganhar força.


Boi gordo

Mercado ganhando fôlego


A queda de preços vivida em setembro e outubro, em função da suspensão da exportação de carne bovina para a China, aparentemente chegou ao fim. A oferta de gado confinado terminou e a quantidade de boiadas se ajustou ao consumo, mesmo sem a China ter retomado os negócios.


Com as escalas de abate avançando com dificuldade, o mercado do boi gordo ganhou fôlego em novembro. Tomando como referência São Paulo, a cotação subiu 20,9%, ou R$54,00/@, ao longo do mês.


A tendência é de que o mercado continue firme, mas os preços devem andar de lado, sem descartar quedas, após a composição dos estoques da indústria para atender ao varejo nas festas de final de ano.


Suíno

Retomada interrompida


O preço médio da arroba de suíno em São Paulo caiu 4,5% novembro na comparação feita mês a mês, apesar da recuperação dos preços ao longo do mês.


A cotação no início de novembro era de R$120,00/@ e, no fechamento do mês, o suíno terminado era negociado a R$145,00/@.

A competição entre as proteínas no mercado interno e os preços menores para exportação explicam o preço frouxo no início do mês. Já a retomada de preços na segunda quinzena foi marcada pelas expectativas da virada de mês e cenário positivo para o consumo doméstico de carne suína, sazonalmente melhor no fim de ano.


A expectativa é de preços firmes em curto prazo, com a sazonalidade de final de ano estimulando o consumo interno e viés positivo para a exportação mesmo em meio a um ritmo compassado.


Frango

Preços voltaram a cair


O preço do frango vivo em São Paulo caiu 8,1% em novembro, com a demanda interna mais frouxa puxada pela competitividade entre as carnes em outubro e começo de novembro, e relativo aumento da oferta em novembro, puxado pela sazonalidade para o consumo da proteína no fim de ano.


Os custos de produção mais baixos nos últimos meses também ajudou, com um vendedor mais propenso a negociar.


A exportação, apesar de levemente menor, está firme comparativamente com as carnes concorrentes (carne bovina e suína).


Em curto prazo, a expectativa é preços estáveis, sem descartar altas, com os mercados concorrentes firmes e a sazonalidade de fim de ano estimulando a demanda no mercado interno.



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