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Carta Grãos - Situação da safra norte-americana e considerações sobre o mercado de milho no Brasil


Sexta-feira, 19 de junho de 2020 - 14h00


A semeadura do milho 2020/21 foi concluída nos Estados Unidos em meados de junho.


Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área cresceu 10,2% nesta temporada, frente à passada (2019/20).


Com o aumento na área e um clima favorável este ano, a produção norte-americana foi estimada em 406,29 milhões de toneladas em 2020/21, frente as 345,89 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.


Além dos Estados Unidos, a produção deverá crescer em outros importantes produtores mundiais, como o Brasil, Ucrânia, México e Canadá. No caso da Argentina, as previsões iniciais são de manutenção da produção no próximo ciclo, por outro lado, a China deverá ter pequena queda no volume colhido. Veja a tabela 1.


Tabela 1. Produção de milho nos principais países, em milhões de toneladas.



Fonte: USDA / Compilado pela Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br


Com isso, os estoques mundiais (estoques finais) deverão crescer em 2020/21. Estão previstas 337,87 milhões de toneladas ao final da temporada, frente as 312,91 milhões de toneladas em 2019/20 e as 320,13 milhões de toneladas em 2018/19.


Reflexos no mercado brasileiro

Os Estados Unidos começam a colher o milho em setembro.


Neste período, a colheita de segunda safra estará concluída no Brasil e, com isso, a disponibilidade interna será maior. É justamente quando o Brasil retoma as exportações do cereal.


Para esse ano, com uma produção maior de milho nos Estados Unidos e queda na demanda pelos segmentos de nutrição animal e, principalmente, o de etanol, a expectativa é de preços mais competitivos para o milho norte-americano.


Para uma comparação, na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de milho de julho/20 (vencimento mais próximo)fechou em US$3,29 por bushel em 15/6, o equivalente aUS$129,53 por tonelada. 


O preço médio do milho exportado pelo Brasil em junho (até a segunda semana) foi de US$175,30 por tonelada (Secex).


Dessa forma, além da menor demanda mundial, com a pandemia, o Brasil deverá enfrentar uma concorrência maior com o milho norte-americano no segundo semestre.


Entretanto, o dólar em patamar elevado esse ano é um fator que deverá contrabalancear essa situação. Outro ponto é a própria queda nos preços projetados com o avanço da colheita da segunda safra, que pode melhorar a competitividade do milho brasileiro.


Considerando o contrato futuro de milho na B3 com vencimento em setembro/20, o de menor valor, a saca de 60kg ficou cotada em R$43,72 em Campinas-SP, um recuo de 8,9% em relação aos preços vigentes na região. Em dólares, estamos falando de uma tonelada próxima de US$141,00, levando em conta um câmbio de R$5,15/US$ (16/6).


No relatório de junho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou as exportações brasileiras em 34,50 milhões de toneladas em 2019/20, frente as 41,07 milhões de toneladas exportadas na temporada passada, recorde até então.





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