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Carta Boi - A cotação do boi em 2019 foi tão fora da curva?


Segunda-feira, 13 de janeiro de 2020 - 16h20


Para responder à pergunta, fizemos uma comparação dos movimentos de preços do boi gordo em outros anos de altas fortes.


Foram selecionados aqueles com maiores valorizações de janeiro a dezembro, desde 2005. Com isto, os destaques foram 2007, 2010, 2013, 2014 e 2019. 


Figura 1.
Variações do boi gordo entre janeiro e dezembro em São Paulo.

Fonte: Scot Consultoria


Entre janeiro e dezembro, a valorização em 2019 foi de 32,5%, considerando médias mensais. Embora expressiva, foi menor que em 2007 e 2010. Antes que surja o comentário que houve um pico em novembro de 2019, em 2010 e em outros anos também houve estes picos. Por isso também foi feita a comparação da evolução das cotações ao longo do ano, para que as médias mensais não amenizem os movimentos.


As cotações do início de cada ano foram consideradas como base 100 e, a partir delas, foi feita a evolução dos preços em cada ano, sempre com os períodos equivalentes (dia e mês).  


Figura 2.
Evolução dos preços do boi gordo em 2019 e em outros anos de altas relevantes, considerando o preço no início de cada ano como base 100.



Fonte: Scot Consultoria


O grande ano de 2019 fica tímido nesta comparação. Em 2010, por exemplo, a cotação em meados de novembro registrava alta de 53,5% frente ao começo do ano (153,5 no gráfico). O pico de alta em 2019 foi menor, de 50,0% frente ao começo do ano.


O que 2019 teve como destaque foi a velocidade das altas. Enquanto em 2010 o mercado vinha em movimento ascendente em boa parte do ano, em 2019 a força veio subitamente, a partir de outubro, com a ampliação das habilitações de plantas para a China.


Quanto a ter sido o recorde de preços (reais) desde o início do plano real, foi um marco importante, mas 2010 e 2014 também foram recordes, quando ocorreram.


Expectativas


Em 2010 tivemos uma recuperação importante da economia, após a crise de 2008/2009, com melhoria do consumo doméstico. Este foi um fator fundamental para o mercado naquele ano.


Em 2019 o vetor das altas foi a demanda externa, que deve continuar boa em 2020. Além disto, a economia brasileira tem apresentado diversos sinais positivos, o que deve melhorar o consumo doméstico e se somar às exportações para manter o mercado firme.  


Além da demanda doméstica e externa, é esperado que o próximo ano seja de retenção de fêmeas, influenciada pela atratividade dos preços de venda da reposição.


Após um ano de altas fortes, como 2019, o potencial de valorização tende a ser menor, mas dois anos consecutivos de altas não seria algo inédito, como pode ser visto na figura 1, para 2007/2008 e 2013/2014.


O objetivo desta análise não é minimizar o movimento de 2019, mas destacar que não é porque houve esta alta que o mercado trabalhará frouxo em 2020.


Com isto, é possível que os preços futuros estejam pessimistas. Ou seja, com oportunidades para comprar arrobas, via contratos futuros ou opções, ajudando a garantir os custos com a reposição em 2020.





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