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Carta Gestor - Indicadores financeiros para a agropecuária: parte 3 (final)


Quarta-feira, 6 de julho de 2016 - 15h00


Há diversos indicadores que auxiliam na determinação da saúde financeira dos empreendimentos.


Para uma análise global do negócio, recomenda-se que seja considerada uma gama de critérios, já que a utilização de um único indicador pode encobrir fragilidades e riscos do negócio.


Finalizaremos, nesta edição, a série de três artigos dedicados especialmente aos indicadores financeiros. O conteúdo apresentado foi resumido e adaptado a partir de informações publicadas pelo Departamento de Extensão Rural da Universidade de Michigan. 


Os indicadores financeiros tratados na série de artigos foram divididos segundo quatro critérios: liquidez, solvência, lucratividade e eficiência financeira.


Na primeira parte, abordamos os indicadores de liquidez e solvência (para acessar este material clique aqui). Na segunda parte, abordamos os indicadores dedicados à análise do lucro, clique aqui para ler esta edição.


Nesta terceira e última parte, dedicaremos atenção aos indicadores de eficiência financeira.


1. INDICADORES DE EFICIÊNCIA FINANCEIRA


1.1. Taxa de giro dos ativos


Este índice mede essencialmente a eficiência de como o capital do negócio está sendo usado. A capacidade de ter receitas elevadas frente aos ativos intermediários e imobilizados gera uma maior taxa de giro dos ativos. 


Este indicador pode ser calculado de acordo com a seguinte fórmula:


Taxa de giro dos ativos = valor bruto da produção / capital médio dos ativos intermediários e imobilizados


Lembrando que:


----------------------------------------------------------------


Valor bruto da produção = receita bruta + variação de estoque 


Capital médio = (valor inicial+ valor final) / 2


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Quanto maior a taxa de giro dos ativos melhor, pois indica eficiência de uso dos recursos aplicados em ativos da fazenda. Existe ampla variação entre culturas e de acordo com os momentos de mercado, mas atenção a taxas inferiores a 10,0%, pois podem sinalizar ineficiência produtiva.


1.2. Relação entre despesas operacionais e receita bruta


Este indicador mostra a proporção da receita que está sendo usada para cobrir as despesas operacionais, não incluindo os juros de empréstimos. Quanto mais baixa a percentagem, melhor para o negócio. É calculada de acordo com a seguinte fórmula:


Relação entre despesas operacionais e receita bruta = (despesas operacionais - juros - depreciações) / receita bruta


Lembrando que:


----------------------------------------------------------------


Depreciação = (valor inicial - valor final) / vida útil 


----------------------------------------------------------------


Um número inferior a 60,0% significa que a empresa ou fazenda está bastante sólida, enquanto resultados superiores a 80,0% indicam maior vulnerabilidade a mudanças nos mercados.


1.3. Relação entre depreciação e receita bruta


A base de cálculo é semelhante ao do indicador anterior. Indica a importância do valor requerido para a substituição dos bens da propriedade em relação à receita bruta. Quanto menor a porcentagem, melhor.


Relação entre depreciação e receita bruta = depreciações / receita bruta


Resultados inferiores a 5,0% são considerados muito bons. Percentuais acima de 15,0% significam que a empresa ou fazenda pode ter dificuldade para renovar seus ativos e/ou poderá ficar sem capital.


1.4. Relação entre juros e receita bruta


A relação entre juros e receita bruta calcula a quantidade de rendimento bruto que está sendo gasto para pagar os juros sobre o empréstimo. Quanto menor a porcentagem, melhor, sendo indicado que uma empresa ou fazenda não supere 5,0%.


Relação entre juros e receita bruta = juros / receita bruta


Uma relação superior a 10,0% indica que a empresa ou fazenda está gastando muito de sua receita bruta para pagar juros sobre o dinheiro emprestado. Neste caso, esta deve procurar formas de reduzir essa despesa, e isso pode ser feito de diversas maneiras, incluindo: venda de ativos para pagar a dívida global, refinanciamento de alguns empréstimos ou reestruturação da dívida.


2. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Neste artigo, dividido em três partes, apresentamos algumas das ferramentas utilizadas na avaliação financeira de operações agropecuárias e algumas sugestões de interpretação das mesmas.


Contudo, ressaltamos que, além de definir quais serão os indicadores analisados, cabe ao gestor da operação interpretar os resultados, levando em conta as particularidades do negócio, sazonalidade e o ciclo de preços do produto comercializado.


Além disso, uma tarefa importante é definir o ponto crítico de cada um deles, fato que auxilia muito na antecipação de problemas ou fragilidades da operação. Isso é possível através da análise dos dados históricos da propriedade e comparação com empresas, similares.



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