Cenário de oferta ajustada, exportações resilientes e valorização da reposição sustenta expectativa de um novo ciclo de alta ao longo de 2026.
A China instituiu cotas de importação e uma sobretaxa de até 55% sobre o excedente de carne bovina, medida que pode impactar as exportações brasileiras e gerar reflexos no mercado do boi em 2026.
Na primeira semana de junho, o mercado registrou uma valorização na arroba do boi gordo, mas ainda exige cautela antes de afirmar que a chave da fase de baixa virou para a de alta. A elevação no abate de bovinos, com forte participação de fêmeas, sugere que essa transição ainda não ocorreu. Por outro lado, sinais como a valorização da cria e do boi gordo indicam que a mudança pode estar próxima.
Apesar das expectativas positivas para o consumo interno no início de maio, impulsionadas pelo feriado do Dia do Trabalho e o Dia das Mães, as vendas de carne bovina decepcionaram. De acordo com a zootecnista Juliana Pila, analista da Scot Consultoria, o menor apetite do consumidor, diante do cenário econômico e da perda de competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, como frango e suíno, resultou em um desempenho abaixo do esperado. A tendência para a segunda quinzena do mês é de vendas ainda mais tímidas.
O mercado do boi gordo começou maio em ritmo mais estável, após semanas de pressão sobre os preços. A primeira quinzena costuma ter um consumo melhor, favorecido agora também pela proximidade do Dia das Mães - segunda melhor data para o escoamento de carne. A oferta, no entanto, começa a ganhar força com a saída de animais de pastagem e os primeiros lotes de confinamento, o que pode pressionar ainda mais os preços na segunda metade do mês.
A segunda quinzena de abril foi marcada por uma combinação de fatores que explicam o recuo nas cotações. A entrada do outono reduziu o vigor das pastagens, elevando a oferta de gado pronto. Além disso, o dólar mais baixo e a queda nos preços pagos pela China e EUA, que passaram de até US$6.200 para cerca de US$5.700 por tonelada, pressionaram o mercado. Com isso, as escalas de abate se alongaram - em São Paulo, por exemplo, foram de 8 para 13 dias - e muitos frigoríficos reduziram o ritmo das compras após o feriado prolongado.
Durante quatro dias de programação intensa, o evento reúne pecuaristas, consultores, pesquisadores e representantes do setor para discutir estratégias que transformam desafios em oportunidades.
Entre os temas centrais, o Encontro de Confinamento e Recriadores trouxe destaque para o papel da nutrição desde a gestação, a importância de investir em tecnologia e o uso inteligente de recursos para diluir custos e ampliar o desempenho animal.
No último dia de palestras do Encontro de Confinamento e Recriadores 2025, o destaque foi a gestão nutricional e as estratégias para garantir desempenho mesmo com as mudanças sazonais nos pastos.
No Encontro de Confinamento e Recriadores 2025, além de debates técnicos, o olhar também se voltou para um ponto essencial: a liderança nas fazendas.
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