A importação de fertilizantes caminha para acumular queda frente ao mesmo período dos anos anteriores.
Até a terceira semana de setembro, a média diária de importação foi de 137,3 mil toneladas de fertilizantes, queda de 29,9% frente à média de setembro de 2025. No total, o Brasil importou 1,8 milhão de toneladas.
Em comparação, setembro de 2025 fechou com 4,3 milhões de toneladas importadas, enquanto o recorde para o mês foi registrado em 2024, com 4,6 milhões de toneladas.
No acumulado de 2026 até agosto, as importações somaram 25,3 milhões de toneladas, o menor volume para o período desde 2023. Em 2025 e 2024, os volumes foram de 29,5 milhões e 27,1 milhões de toneladas, respectivamente.
Apesar do menor volume, o preço médio de importação subiu. De janeiro a agosto de 2026, a cotação ficou em US$394,47 por tonelada, em média, o maior valor para o período desde 2022. Em 2025, a média foi de US$340,21 por tonelada.
A importação de cloreto de potássio também perdeu ritmo. Em agosto de 2026, foram importadas 0,9 milhão de toneladas, queda de 37,7% frente a agosto de 2025, quando o volume foi de 1,5 milhão de toneladas. Esse foi o menor resultado para agosto desde o início da série, em 2018.
No acumulado de janeiro a agosto, as importações de cloreto de potássio somaram 9,8 milhões de toneladas, abaixo dos 10,1 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025.
A ureia acompanhou o movimento. Em agosto, o Brasil importou 508,7 mil toneladas, o menor volume para o mês desde 2023. No acumulado até agosto, foram 2,82 milhões de toneladas, também o menor resultado para o período desde 2018.
Os dados indicam um ritmo mais lento das compras externas de fertilizantes em 2026, com destaque para as quedas nas importações de cloreto de potássio e ureia.
Zootecnista, doutor pela USP-FZEA e fundador da Farmnews.
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