• Terça-feira, 24 de março de 2026
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Scot Consultoria

Exportação de bovinos vivos em fevereiro

No primeiro bimestre de 2026, foram exportadas 220,3 mil cabeças de bovinos.


Foto: Freepik

Foto: Freepik

A exportação brasileira de gado foi recorde em 2025, cujo embarque foi de 1,05 milhão de bovinos. Até então, o melhor desempenho havia sido em 2024 (figura 1).

Figura 1.
Quantidade de bovinos exportados pelo Brasil nos últimos anos, em cabeça.

Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.

No primeiro bimestre de 2026, foram embarcadas 220,3 mil cabeças, 44,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. Esse volume foi sustentado principalmente pelos embarques de janeiro.

Em janeiro, a exportação foi de 169,5 mil cabeças, o maior volume registrado em um único mês – para mais detalhes, clique e acesse a análise de janeiro (conexão - link).

Em fevereiro, foram embarcadas 50,7 mil cabeças, uma queda de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado (figura 2).

Figura 2.
Quantidade de bovinos exportados pelo Brasil em janeiro e fevereiro de 2025 e 2026, em cabeças.

Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.

O faturamento também acompanhou o crescimento, ano a ano – veja na figura 3.

Figura 3.
Faturamento com a exportação brasileira de bovinos nos últimos anos, em milhões de dólares.

*Até fevereiro.
Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.

Em fevereiro, o Pará liderou a exportação, respondendo por 49,2% dos embarques, o equivalente a 27,1 mil cabeças.

Na sequência vêm, o Rio Grande do Sul, com 17,6 mil cabeças, Mato Grosso, com 1,1 mil, e Roraima, com 50 cabeças exportadas. Ainda, 4,7 mil cabeças têm origem não declarada* pela Secex.

No período, os compradores foram: Egito, com 41,7% das compras, Turquia (34,4%), Iraque (12,1%), Marrocos (5,5%), Líbano (4,2%), Argélia (2,2%) e Guiana (0,1%) (figura 4).

Figura 4.
Compradores de gado vivo brasileiro, em fevereiro.

Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.

Para 2026, a exportação deve permanecer firme. Porém, há pontos de atenção: o custo do frete e as rotas podem ser alongadas devido ao conflito no Oriente Médio, considerando que os principais países compradores compõem a região.

*Não declarado: quando o local de origem dos embarques não foi oficialmente informado ou registrado

Isabela Stevanatto

Técnica em agropecuária pelo colégio agrícola "José Bonifácio"/Unesp, Jaboticabal/SP. Zootecnista graduada pela FCAV/Unesp, Jaboticabal/SP. Atua na área de ciências agrárias, análise e consultoria de mercados agropecuários. Analista de mercado de carne, leite, grãos, reposição do rebanho, suplementos minerais e fertilizantes.

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