• Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Scot Consultoria

Exportação de couro: maior volume e menor faturamento

O aumento da quantidade exportada não impediu a queda no faturamento, que esteve pressionado pelo excesso de oferta, cenário pode mudar em 2026 com a expectativa de redução do abate.


Foto por: Shutterstock

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Com base em dados do IBGE/MAPA disponíveis até o terceiro trimestre de 2025, a Scot Consultoria estima o abate de bovinos para dezembro em 3,7 milhões de cabeças, com uma produção de peles correspondente de 148,3 mil toneladas. Esse volume representa uma queda de 0,4% em relação a novembro e um recuo de 2,1% comparado a outubro.

Em novembro, a exportação de couro foi de 60,4 mil toneladas, volume 1% maior que o de novembro de 2024 e 7,1% maior que o de outubro de 2025. De janeiro a novembro, a exportação foi de 570,3 mil toneladas, um aumento de 4,5% sobre igual período do ano anterior. Esse crescimento acompanha a alta de 4,1% na produção de couro no mesmo intervalo, indicando um aumento da participação dos volumes exportados em relação a produção.

Contudo, o faturamento com a exportação em novembro foi de US$ 95,4 milhões, 11,3% menor que em novembro de 2024 e 2,5% menor que o de outubro de 2025. De janeiro a novembro, a receita chegou a US$ 1,0 bilhão, uma redução de 11,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em todos os meses de 2025, o faturamento com a exportação ficou abaixo do registrado nos mesmos meses de 2024, resultando em uma queda de 11,3% no acumulado do ano. O aumento da oferta de couro comum era esperado, devido ao maior volume do abate de bovinos em 2025. 

O volume exportado acompanhou a expansão da produção e, o faturamento foi pressionado pela redução dos preços.

Figura 1.
Exportação de couro (mil toneladas) e faturamento (milhões de dólares) em 2024 e 2025.

Fonte: Comex / Elaboração: Scot consultoria 

No mercado interno, a cotação no Brasil Central subiu 29,1% no primeiro quadrimestre de 2025, mas a projeção para dezembro é de R$ 0,50/kg, uma queda de 36,9% no ano. Esse movimento acompanha o volume produzido de peles no período (figura 2).

Figura 2.
Relação entre o volume produzido de peles e a cotação do couro bovino no Brasil Central, em 2025

Fonte: Scot consultoria
* Preços até 04/12/25

Para 2026, com a expectativa de redução no abate de bovinos, a consequente redução na oferta de couro pode contribuir para o equilíbrio entre oferta e a demanda. 

Esse cenário pode reverter a trajetória de baixa da cotação, vigente desde o abril, apontando para uma recuperação.

Marcelo Roschel

Zootecnista, formado pela UEMS/Aquidauana, Aquidauana/MS. Atua na área de ciências agrárias, análises e consultoria de mercados agropecuários. Analista de mercado, com elaboração e realização de análises setoriais e pesquisas nos mercados do boi, carne e mercados internacionais, com enfoque para commodities agrícolas e Analista de mercado da Scot Consultoria.

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