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Nova máxima histórica no Indicador: é para comemorar?


Sexta-feira, 20 de setembro de 2019 - 08h30

por Leandro Bovo

Médico veterinário, pós-graduado pela ESPM, MBA em finanças pelo Insper-SP e sócio diretor da Radar Investimentos


Foto: pixabay.com


O mercado físico de boi gordo vem seguindo sua toada de mercado firme, com altas pequenas, mas constantes, com preços subindo semana a semana, como tem sido o cenário desde o início de agosto. Nesse ritmo, o Indicador Esalq à vista atingiu sua cotação nominal máxima em 17/9/2019, cotado a R$160,40/@. 


Muitos comemoraram essa nova máxima histórica, porém, na realidade esse fato não merece tanta comemoração assim. Comparar valores nominais num país com inflação alta igual ao Brasil não faz sentido econômico, o correto seria comparar valores reais, ou seja, valores corrigidos pela inflação transcorrida entre um momento e o outro. 


A última máxima anterior tinha sido atingida em 4/4/2016 a R$159,49/@, que corrigido pela inflação oficial do período daria um valor atualizado de R$184,92/@. Essa diferença ilustra bem o achatamento de margens vivido pela pecuária nos últimos anos, com custos em alta, porém, com o preço da arroba bem próximo da estabilidade. 


Tendo a história como base, o comportamento dos preços do boi gordo é geralmente esse, passa alguns anos perdendo feio da inflação, porém no momento que inicia sua correção, segue também por um período grande oscilando acima da inflação, corrigindo as distorções do passado. Muitos acreditam que podemos estar exatamente no início desse período de correção e o movimento de preços da curva futura está mesmo indo nessa direção, com o contrato de maio/20 por exemplo, negociando ao redor de R$168,00/@ ou quase 10% acima do preço de maio/19. 


Essa alta da curva de preços para 2020 é muito bem-vinda, porém, ela ainda é inferior ao que a reposição tem subido nos últimos meses com o movimento ganhando força nas últimas semanas. O atual momento é exatamente o que exige maior atenção do produtor, já que o maior risco da atividade é justamente entrar numa reposição cara contando com uma alta futura da arroba que pode não acontecer. 


Por mais que todos os indicadores sejam favoráveis a essa alta, o ideal é gastar o máximo de tempo fazendo contas e simulando cenários, utilizando sempre que possível as ferramentas de gestão de risco disponíveis. Pelo menos nesse aspecto a alta do mercado futuro já ajuda bastante. E vamos guardar as comemorações de nova máxima histórica da arroba para quando os preços superarem os R$185,00!!!



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