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Scot Consultoria

Tudo que sobe... desce!


Quinta-feira, 20 de setembro de 2018 - 15h10

por Leandro Bovo

Médico veterinário, pós-graduado pela ESPM, MBA em finanças pelo Insper-SP e sócio diretor da Radar Investimentos


Foto: Scot Consultoria


O mercado futuro nesta semana pregou uma peça em muitos participantes, já que ele inverteu a tendência de alta e passou a operar em queda, com o mercado físico ainda firme. O fato foi que, como sempre, o mercado futuro andou muito na frente e já precificava toda a alta que posteriormente aconteceu no físico, logo, em algum momento alguma correção era esperada. O contrato de outubro chegou a ser cotado acima dos R$153,00 em cinco pregões e, depois de tentar tantas vezes romper esse patamar sem conseguir, é natural ele perder um pouco do fôlego e vir testar patamares inferiores.


Apesar de não ter havido nem sinal de recuo de preços no físico, o fato foi que quem pagou R$150,00, à vista, livre em São Paulo, conseguiu encontrar alguma oferta e dar um pequeno fôlego nas escalas, além disso, correu no mercado na tarde de ontem o boato de que uma grande indústria estaria dando férias coletivas em duas unidades de Mato Grosso do Sul. Somando esses dois fatores ao fato de que quase 80% da posição comprada na B3 estava nas mãos de pessoa física, tem-se o cenário para a correção de preços que aconteceu, trazendo o contrato de outubro dos R$153,00 para a mínima do pregão de hoje nos R$150,50.


A trajetória dos preços, seja ela no mercado físico ou futuro, de qualquer mercadoria nunca é linear, oscilações acontecem e sempre acontecerão, com maior ou menor intensidade. A queda dos preços do mercado futuro, com o mercado físico ainda firme não necessariamente significa uma mudança nos rumos das cotações, já que o mercado futuro está apenas devolvendo o grande ágio que existia na curva de preços.


Sem ágio nenhum nas cotações da B3 até o fim do ano, quem vai dizer se esse movimento foi apenas uma correção para ganhar fôlego para novas altas vai ser exatamente a evolução do mercado físico. Caso a oferta não melhore e os preços no físico continuem subindo, o mercado futuro retomará a trajetória de alta, porém, dessa vez até com maior intensidade, porque contará com o possível stop das posições vendidas, fato esse que não aconteceu em nenhum momento na subida de preços até agora. Porém, se houver recuos de preço no físico, aí nova rodada de liquidação de posição comprada pode voltar a acontecer, gerando maiores quedas. A palavra final desse dilema será dada pela oferta de boi gordo em outubro. Vamos conferir.

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