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Scot Consultoria

Boi gordo - Apesar da pressão de baixa a expectativa para o segundo semestre é positiva


Sexta-feira, 18 de maio de 2018 - 09h00

Engenheira Agrônoma - Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP


Foto: Scot Consultoria


Todos os anos, o final da safra pressiona o mercado do boi gordo. E, neste ano, o cenário não está diferente.


O preço da arroba do boi gordo, até o dia 10 de maio, está 1,5% menor que a média vigente em abril, considerando a praça de Araçatuba-SP como referência.


A queda nos preços era esperada, tendo em vista que em maio, sazonalmente, caracteriza a entrada da seca. Desta maneira, a diminuição das chuvas, o fotoperíodo e a queda da temperatura, afetam a capacidade de suporte das pastagens e eleva o custo de retenção. Tais fenômenos pressionam os pecuaristas a venderem boiadas para os frigoríficos.


Assim, com a oferta de final de safra chegando ao mercado, a cotação do boi gordo perdeu sustentação (figura 1). Mas não é somente isso, a oferta de matrizes para abate também pressionou o mercado.


Figura 1.
Preço médio do boi gordo em Araçatuba/SP de jun/99 a fev/18 (deflacionados IGP-DI)
Fonte: Scot Consultoria


A oferta de fêmeas está concentrada no primeiro semestre, com picos entre março e maio, considerando uma movimentação histórica.


Esses picos ocorrem em março devido ao descarte da estação de monta e em maio devido a chegada da seca (figura 2).


Figura 2.
Média trimestral do abate de vacas de 2014 a 2017, em mil cabeças


Fonte: IBGE/Elaborado por Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br


Entretanto, após o período de estiagem, com a queda esperada na oferta de animais durante a entressafra, o preço do boi gordo melhora.


Diante deste movimento sazonal, o segundo semestre de 2018 poderá ser promissor.


A alta dos preços dos grãos e a maior ponderação da dieta nos custos do confinamento tem correlação direta com o número de bovinos confinados, que se for menor poderá colaborar com preços firmes no segundo semestre.


Este cenário, aliado à esperada recuperação da demanda, em ano de eleição e de copa do mundo, são bons indicadores do rumo da pecuária nacional.


Considerações finais


A expectativa para o mercado do boi gordo é de um segundo semestre com cotações firmes, impulsionadas tanto pelo crescimento da demanda, quanto pela possível oferta moderada de animais às indústrias.


A economia brasileira em recuperação, mesmo que a passos modestos, associado à perspectiva de redução da oferta de boiadas, são fatores que podem colaborar com a precificação da arroba do boi gordo no segundo semestre.


Referências Bibliográficas


IBGE. Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/home/pimpfbr/brasil . Acesso em: 04/05/2018. 



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