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Scot Consultoria

Vendas nos setores de Supermercados e de Combustíveis contraem em outubro/16, derrubando o resultado do setor varejista


Terça-feira, 13 de dezembro de 2016 - 17h03

Parallaxis Consultoria - informações sob indicadores econômicos em geral.



Os dados das vendas varejistas de outubro/16, divulgados nesta manhã pelo IBGE, apresentaram recuo de 0,8% na passagem do mês, de setembro para outubro, com ajuste sazonal. Na comparação interanual, outubro/16 contra mesmo período do ano anterior, as vendas do varejo apresentaram recuo de 8,2%. Em relação à nossa expectativa, os números foram levemente inferiores, de modo que a projeção da Parallaxis era -0,7% m/m e -7,8% a/a.


Com relação ao conceito Varejo Ampliado (que inclui automóveis e material para construção) em outubro/16, a pesquisa revelou recuo de 0,3% (expurgado os efeitos sazonais) na passagem do mês, e retração de 10,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste conceito, esperávamos retração de 0,8% no mês e -10,5% na comparação anual.


Os primeiros dez meses de 2016 das vendas no varejo restrito encerraram com forte recuo de 6,7%, comparado com o mesmo período do ano anterior. Nesta mesma leitura, o varejo restrito encerrou 12 meses com -6,8%, ao passo que no varejo ampliado a queda foi mais intensa, de -9,8%, especialmente devido ao desempenho das vendas de veículos automotores, que retraíram 16,1%, e material de construção -12,3%, no mesmo modo de comparação.


O desempenho segue influenciado pelo crédito restrito com elevação das taxas de juros para pessoas físicas, aumento do desemprego e queda do rendimento médio dos trabalhadores, tudo isto em meio a um processo de desalavancagem do setor privado. E tais fatores não devem se reverter até meados de 2017, visto que as expectativas para o mercado de trabalho são de continua deterioração. Na margem, a queda ocorreu em 3 (de 8) atividades, revelando um perfil concentrado da retração varejista.


Gráfico1.


 
Na comparação com setembro/16, aqueles segmentos que recuaram e foram preponderantes para o resultado: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%); Combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%). De maneira oposta, avançaram as vendas de: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,8%), Tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,4%), passo que as vendas de Móveis e eletrodomésticos (0,0%) ficaram estáveis. No Varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças recuaram 0,3% e Material de Construção retraíram 4,0%.


Na comparação entre outubro/16 ante outubro/15, as oito atividades do varejo recuaram, sendo por ordem de contribuição: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,5%), Móveis e eletrodomésticos (-13,3%), Combustíveis e lubrificantes (-10,4%). Esses três setores responderam por cerca de 70,0% da taxa global do varejo. Também recuaram os setores de Tecidos, vestuário e calçados (-12,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-6,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria, (-17,3%); e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,7%). No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças recuou -13,5% e Material de Construção -13,8%.


Tabela1.
Veja mais detalhes dos ramos de atividades que compõem o indicador, na tabela abaixo:



Os dados apresentados começam a confirmar que a atividade do 4º trimestre de 2016 seguiu uma tendência de contração. Temos ressaltado que o setor deve manter a trajetória de recuo até meados de 2017 devido ao aumento do desemprego, redução dos rendimentos reais do trabalhadores e restrição creditícia, o que tem colaborado para diminuir intensamente a demanda. Outro fator que vem influenciando negativamente é a desalavancagem pela qual o setor privado (empresas e indivíduos) está passando e que deverá persistir ao menos até 3º trimestre do ano que vem também. 


Aproveitamos o momento para rever nossa projeção de recuo de 6,0% das vendas do varejo restrito em 2016 para -6,6%. Já para 2017, revisamos o crescimento de 0,2% das vendas no varejo restrito para estabilidade (0,0%).



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