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Scot Consultoria

Logística 7 x 1 Brasil


Terça-feira, 16 de setembro de 2014 - 14h44

Zootecnista pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Ilha Solteira. Mestre em Administração de Organizações Agroindustriais pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, Campus de Jaboticabal. Consultor e analista da Scot Consultoria. Coordena as divisões de pecuária de leite, grãos, insumos, avaliação e perícia. Ministra aulas, palestras, cursos e treinamentos nas áreas de mercado de leite, boi, grãos e assuntos relacionados à agropecuária em geral. Editor-chefe da Carta Leite, da Carta Grãos e do Relatório do Mercado de Leite, publicações da Scot Consultoria.


O agronegócio representa 23,0% do PIB brasileiro. Um dos grandes entraves do setor é a logística, responsável por 9,0% dos seus custos, segundo a CNA (Confederação Nacional de Agricultura).


O avanço tecnológico possibilitou que regiões como o Centro-Oeste e Nordeste passassem a ter grande representatividade no agronegócio. Estas regiões, por estarem afastadas de grandes centros consumidores tem, na logística de escoamento da safra, o seu grande gargalo.


Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte) 61,1% das cargas transportadas em território nacional são feitas por rodovias; 20,7% por ferrovias; 13,6% por hidrovias; 4,2% por dutos e 0,4% de transporte aéreo. 



Como se pôde notar, o meio de transporte mais comum no Brasil, o rodoviário, também é o mais caro.


Além disso, este meio afeta o transito, aumenta o risco de acidentes, exige mais mão de obra e tem uma perda por deriva estimada em 10,0% da carga, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 



Problemas com infraestrutura, como, por exemplo, elevado custo do frete, atrasos nos portos, falta de armazéns, entre outros, elevam os custos de produção de commodities no país.  


Em contrapartida, os índices produtivos elevados ajudam o Brasil a se manter competitivo frente a outros players do mercado.


Um estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgado em agosto de 2014, aponta que seriam necessários investimentos de cerca de R$1,0 trilhão para se reduzir os custos com logística, o que tornariam os produtos brasileiros mais competitivos ainda.


Hoje, todo o Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal soma empreendimentos avaliados em R$270,1 bilhões. Ainda é pouco.


Um país como o Brasil, considerado por muitos como o celeiro do mundo, não pode ser refém de uma infraestrutura defasada e insuficiente de escoamento da produção.


É preciso correr atrás do prejuízo.


Colaborou Victor Antonialli, graduando em zootecnia e em treinamento pela Scot Consultoria.



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