• Quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
  • Receba nossos relatórios diários e gratuitos
Scot Consultoria

CEPEA - milho


Terça-feira, 16 de setembro de 2014 - 14h27

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (DEAS) da Esalq/USP.


Em agosto, os preços do milho registraram pequenas altas no início do mês, impulsionados pelo anúncio de intervenção governamental na comercialização do cereal. Isso fez com que vendedores se retraíssem na expectativa de preços maiores. Além disso, o aumento das cotações também teve suporte da valorização do mercado futuro e do aquecimento do ritmo das exportações no período.


O primeiro leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) aos produtores de milho ocorreu no dia 20 de agosto. Foram negociados 85,5% do total ofertado no leilão, o equivalente a 898,0 mil toneladas. Houve baixo interesse para o produto da região nordeste de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, que estavam com o valor de prêmio considerado baixo. Para os demais lotes, houve deságio, sinalizando bom interesse dos participantes.


O segundo leilão público de Pepro foi realizado dia 28 de agosto, e 93,65% do total ofertado foi negociado, o equivalente a 1,64 milhão de toneladas de milho. O aumento no prêmio despertou maior interesse de agentes frente ao primeiro leilão.


Além da intervenção governamental, uma reação consistente nos preços do milho dependia também da diminuição do excedente doméstico com o aumento nas exportações. A perspectiva era de que os leilões ajudassem a aumentar os embarques, já que havia restrição do destino das vendas para grande parte do Brasil.


Em agosto, segundo dados da Secex, foram embarcadas 2,46 milhões de toneladas, volume 315,0% superior ao de julho, de 592,15 mil toneladas. Mesmo com esse avanço, o volume enviado em agosto ainda foi 19,0% inferior ao agosto/13 (de 3,05 milhões de toneladas). O preço médio da exportação em agosto foi de US$193,14/t, que, ao considerar o dólar a R$2,2697, resulta em preço de R$26,30/sc, bem acima do observado no mercado físico nacional.


Quanto aos preços no Brasil, em agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu leve 0,6%, fechando a R$22,59/saca de 60 kg no dia 29. Se considerados os negócios também em Campinas, mas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$22,04/sc de 60 kg no último dia do mês, com queda de 1,1%. No mercado de balcão (ao produtor), houve alta de 0,9% ao longo de agosto e, no de lotes (negociação entre empresas), 0,6%.


Na BM&FBovespa, o vencimento Set/14, fechou em R$23,01/sc de 60 kg no último dia útil do mês, recuando 2,0% em agosto. O contrato Nov/14 também teve queda, de 2,6%, a R$23,99/sc de 60 kg no dia 29.


O cereal posto no porto de Paranaguá teve média de R$23,75/saca de 60 kg no dia 29. Para os meses de setembro e outubro, não foram captadas efetivações de negócios, mas o valor nominal esteve entre R$24,00 e R$24,20/sc de 60 kg em todo o mês.


Com relação às lavouras de milho, no Paraná, os trabalhos de colheita avançaram em ritmo satisfatório. Segundo dados do Deral/Seab, divulgados no dia 25 de agosto, 87,0% da área estimada do milho segunda safra já havia sido colhida. A comercialização do cereal da primeira safra foi estimada em 80,0% e o da segunda, em 25,0%.


Em Mato Grosso, a colheita do milho segunda safra foi praticamente finalizada em agosto, com 99,31% da área colhida, segundo dados do Imea. A produtividade nesta safra deve recuar - de 101, 5 sc/ha para 91,6 sc/ha - e a produção pode totalizar 17,72 milhões de toneladas, inferior às 22,54 milhões de toneladas da temporada 2012/13.


Quanto aos preços na Bolsa de Chicago (CME Group), os contratos registram comportamentos mistos. No início do mês, a valorização do trigo e as oscilações da taxa de câmbio elevaram os preços do milho. Já em meados de agosto, a expectativa de safra recorde de milho nos Estados Unidos pressionou as cotações. Além disso, chuvas na região de Iowa, onde havia preocupação com a seca, também pressionaram os valores do cereal.


Em agosto, o primeiro contrato Set/14 subiu leve 0,6%, fechando a US$3,5900/bushel (US$141,33/t) no dia 29. Já o vencimento Dez/14 recuou 0,6%, para US$3,6475/bushel (US$143,59/t).



<< Notícia Anterior Próxima Notícia >>

Buscar

Newsletter diária

Receba nossos relatórios diários e gratuitos


Loja

Facebook