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Scot Consultoria

A gordura saturada não é o principal problema


Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 - 16h51

Zootecnista formado pela UFV - Universidade Federal de Viçosa.


Aseem Malhotra, cardiologista do Reino Unido, por meio de estudos, observou que a forma com que a gordura tem sido reportada não é condizente, sendo exageradas as medidas para a redução da gordura saturada na dieta e aumentando de forma indiscriminada o consumo de açúcares.


Em uma dieta saudável a gordura saturada é essencial e encontrada principalmente em produtos de origem animal, como carnes vermelhas e brancas, leite e derivados e que em temperatura ambiente apresentam-se na forma sólida.


Por muito tempo falou-se que a gordura saturada era responsável pelo aumento do risco de doenças cardíacas, o que levou a redução do consumo de carnes e lácteos nas dietas. Porém diversos produtos causam doenças cardíacas. São eles os produtos de panificação, margarinas, alimentos processados, entre outros.


Desde a década de 70 acreditava-se que a incidência de doenças cardíacas estava diretamente ligada à concentração destas gorduras na dieta. Desde então, aconselhou-se a diminuição de 30,0% da gordura total e 10,0% da gordura saturada da dieta.


No entanto, o que tem se verificado é de que a esta diminuição resulta em redução dos níveis de LDL específico de partículas grandes (tipo A). Entretanto, são as partículas grandes e densas (tipo B), que juntamente com a ingestão de carboidratos, são os principais responsáveis pelas doenças cardíacas.


Na verdade os últimos estudos não têm correlacionado a ingestão de gordura saturada com riscos cardíacos. Ao invés disso, a gordura saturada apresenta-se com um protetor.


O não consumo de alimentos que contêm gordura saturada, além de levar ao déficit de gordura acarretará na deficiência de vários outros componentes essenciais aos organismos que estão presentes nestes alimentos.


Produtos lácteos são ótimas fontes de cálcio e fósforo, que desempenham a função de inibir a hipertensão, contribuindo para a prevenção de acidentes cardiovasculares.


As vitaminas A e D são encontradas em maior quantidade no leite. A deficiência de vitamina D leva a um aumento significativo de doenças cardíacas.


Nos alimentos lácteos encontra-se o ácido trans palmitoleico, e altas concentrações deste ácido no sangue são associadas com maiores concentrações de HDL, que é benéfico.


A diminuição de carne vermelha in natura nas dietas acarreta em um maior consumo de carnes processadas. Porém, estes alimentos possuem maiores concentrações de conservantes como nitratos e sódio e leva a um risco maior de doenças cardíacas e diabetes.


Outra característica importante da gordura é o sabor e a palatabilidade.


A retirada da gordura de alimentos tem levado a indústria a adicionar açúcar à comida, o que é mais atrativo e aceitável pelo consumidor.


A adição indiscriminada de açúcares e conservantes nos alimentos, na tentativa de suprir a falta de gordura saturada, é o que tem levado a aumentar o risco de diversas doenças metabólicas, como hipertensão, hiperglicemia, triglicerídeos alto, colesterol HDL baixo, aumento de circunferência da cintura, entre outros.


Em estudos de Aseem Malhotra, dois terços das pessoas hospitalizadas com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio tem também síndrome metabólica, mas 75,0% destes pacientes têm concentrações normais de colesterol total.


E como falado pelos especialistas, talvez isso seja porque o colesterol não é realmente o problema.



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