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Scot Consultoria

Silagens de milho. Qual escolher?


Segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 - 17h29

Zootecnista, formada pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, Câmpus de Jaboticabal-SP. É analista e consultora de mercado da Scot Consultoria. Pesquisadora de mercado nas áreas de boi, leite e grãos. Atuação nas áreas de análises, estabelecimento de cenários, estratégias de mercado, realização de projeções de preços, oferta, demanda, análises setoriais e pesquisa de opinião e imagem. Ministra aulas, palestras, cursos e treinamentos nas áreas de mercado de leite, boi, frango, suíno e assuntos relacionados à agropecuária em geral.


O fornecimento de silagem para os animais pode ser uma boa estratégia para o pecuarista, que pode usá-la diariamente, ou também na entressafra, como forma de suplementação.


O alimento é considerado uma das melhores fontes energéticas, além disso, pode-se armazená-lo por longos períodos, mantendo sua qualidade.


Para fazer a silagem é necessário aguardar, após o plantio, cerca de 100 a 130 dias para que o ponto de maturação esteja correto, permitindo a produção do alimento duas vezes ao ano.


Para tanto, existem algumas opções que devem ser avaliadas, quanto às vantagens e a relação custo-benefício.


Silagem de milho comum


Consiste na planta inteira de milho picada, com folhas, colmo, sabugo e grãos. O tamanho ideal das partículas deve estar entre 0,5cm e 2,0cm. Dessa maneira, a compactação do material e o aproveitamento pelos animais são facilitados.


O milho deve ser colhido com aproximadamente 30,0% a 32,0% de matéria seca, sendo que isso pode ser observado pela "linha do leite". A linha do leite trata-se de uma linha imaginária no grão, que separa a parte farinácea e a leitosa do milho, que deve estar entre 1/2 e 2/3 do grão.


O silo pode ser construído em diversos tipos, dentre eles: silo trincheira, silo superfície, bags. Ambos necessitam da cobertura de lona plástica,  evitando ao máximo a entrada de oxigênio, conservando assim o alimento.


Silagem de grão úmido


Trata-se do grão de milho colhido com alto teor de umidade e moído de acordo com a finalidade e a espécie animal. Para bovinos não há necessidade de uma moagem tão fina, podendo ser utilizada uma peneira de tamanho médio.


O ponto ideal para colheita do grão é quando a quantidade de matéria seca estiver entre 62,0% e 70,0%, ou seja, no momento da ensilagem, o teor de umidade no grão deve ser de 32,0% a 42,0%.


A silagem de grão úmido preza o melhor aproveitamento do amido, quanto à digestibilidade. Para melhores efeitos, a compactação deve ser bem feita.


A colheita é antecipada, pois colhe-se antes do estágio de maturação. Portanto, é possível liberar a área para o plantio subsequente, otimizando tempo e uso da terra.


Silagem de milho reidratado


Trata-se do grão colhido seco e sua posterior reidratação, para que ocorra a fermentação. Para isso deve-se moer finamente o grão para obter máxima digestibilidade pelo animal.


É muito útil para produtores que não dispõem de equipamentos para o plantio, colheita e, muitas vezes, possuem uma área de lavoura pequena, sendo insuficiente para fornecer alimento o ano todo.


Desta forma, é possível comprar o milho seco e ensilar na propriedade.


É possível adaptar o moinho com uma entrada de água ou usar um vagão misturador. Recomenda-se adicionar de 250,0 a 300,0 litros de água por tonelada de milho, com teor de matéria seca original ao redor de 12,0%.


Outro fator muito importante é que o material deve ser bem homogeneizado para que a umidade atinja todo o material possível e também que seja muito bem compactado, pois como se trata de um material com alto teor de umidade, a deterioração é mais eficiente quando em contato com ar oxigênio.


Além disso, a compactação é um passo de grande importância no momento da ensilagem, logo, se não dispuser dos equipamentos adequados, a qualidade do material será afetada.


Considerações finais


Fornecer apenas o grão de milho não é viável, devido ao alto custo do mesmo. Portanto, a técnica de silagem vem sendo amplamente difundida, pois trata-se de um volumoso de excelente qualidade nutricional para os animais. Também conserva o alimento, sendo possível fornecê-lo durante o ano todo.


A escolha do tipo de silagem varia conforme as necessidades de cada pecuarista. A topografia, os equipamentos, a mão de obra e o tipo de silo disponível, a opção de usar inoculante ou não, e os custos finais, são fatores que influenciam na decisão do produtor.


Vale ao produtor ponderar quais serão as vantagens e desvantagens, pensando no melhor custo-benefício.


Colaborou Milena Zigart Marzocchi. zootecnista em treinamento pela Scot Consultoria.



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