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Scot Consultoria

Contra lógica da verba


Terça-feira, 25 de junho de 2013 - 15h20

Problemas sociais - soluções liberais
Liberdade política e econômica. Democracia. Estado de direito. Estado mínimo. Máxima descentralização do poder.


Volto a comentar sobre as manifestações no Brasil, sob uma nova perspectiva, a perspectiva da verba.


Assim funciona a lógica da verba: o governo toma conta, direta ou indiretamente, de um determinado serviço. No serviço direto, o Estado começa a prestar o serviço e, dados os incentivos naturais da burocracia, o serviço é prestado muito mal. A população então sai às ruas, clamando por maior estruturação para que o serviço melhore. O governo, com isso, ganha força política para aumentar os impostos, sob o argumento de que vai aplicar mais dinheiro no serviço. O dinheiro, obviamente, vai para todos os ralos, e o governo aumenta ainda mais a burocracia, piorando a estrutura do serviço. A população sai novamente às ruas pedindo mais verba e o governo pega mais impostos, em um círculo vicioso sem fim.


Esse raciocínio também se aplica quando o serviço é indireto e a reclamação é pelo preço da tarifa, não pela qualidade do serviço. As empresas prestadoras de serviço recebem tarifas, isenções e subsídios. A população protesta e, então, o governo reduz a tarifa, aumentando as isenções e subsídios, para o serviço ficar mais "barato" sem perder a "qualidade". O lucro é dividido entre os mafiosos do governo e do cartel.


Que tal mudarmos o raciocínio da verba pública pelo do lucro de mercado, onde ganha quem presta o melhor serviço pelo melhor preço? Aposto que os preços do transporte público seriam reduzidos bem mais do que vinte centavos.


Por Bernardo Santoro



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