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Scot Consultoria

Os frigoríficos na bolsa de valores


Sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 - 16h03

por Douglas Coelho

zootecnista formado pela UNESP – Jaboticabal-SP e sócio da Radar Investimentos.


Em 2012, o mercado do boi gordo trabalhou em patamares inferiores aos de 2011.


O aumento da disponibilidade de boiadas, em função da fase do ciclo pecuário, somado as chuvas que adentraram o período de entressafra, geraram preços mais comedidos no ano passado em relação a 2011.


As margens ficaram estreitas para o pecuarista. Porém, para os investidores do setor frigorífico na bolsa de valores a situação foi melhor.


 Quem rendeu mais?


No ano passado, o Índice Bovespa (Ibovespa), que é o indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de valores de São Paulo caiu 5,1%.


Diante deste panorama foram analisados os preços das ações dos três frigoríficos com a maior capacidade estática do Brasil: JBS, Marfrig e Minerva, em ordem decrescente.


O melhor desempenho foi do Minerva Foods (BEEF3). De janeiro até dezembro de 2012, as ações da companhia tiveram valorização de 126,6%. Figura 1. 



Neste mesmo período, os papéis do JBS-Friboi (JBSS3) também foram contra a tendência do Ibovespa e subiram 6,8%.


A exceção foi o desempenho do Marfrig (MRFG3), que até o final de outubro acumulou alta de 35,0%, porém devolveu esta valorização a partir do início de dezembro e fechou o ano com queda de 5,7%.


Cenário favorável


O cenário favorável para a indústria frigorífica no ano passado refletiu no desempenho dos seus papeis na Bovespa.


Para analisar algumas das causas que colaboraram, deve-se saber que aproximadamente de 75,0% do consumo da carne bovina produzida no Brasil é interno. A outra parcela de 25,0% é destinada ao mercado externo.


Em 2012, o consumo de carne bovina do brasileiro foi um dos principais fatores destes resultados positivos.


Segundo estimativas da Scot Consultoria, em 2012, o consumo per capita de carne bovina foi de 42,3kg. Na comparação com 2011, cujo consumo foi de 39,7kg, houve aumento de 6,7%.


Crescimento este considerável em um período de crise financeira e alta taxa de inadimplência.


As exportações de carne bovina brasileira, considerando in natura e industrializada também aumentaram em 2012.


Os embarques de 1,50 milhão de toneladas equivalente carcaça (tec) representam incremento de 13,1% frente a 2011, quando totalizaram 1,32 milhão de tec, segundo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Figura 2. 



Uma das causas desta recuperação no ano passado foi à apreciação do dólar frente ao real. Isto fez com que a carne bovina brasileira ganhasse competitividade no mercado externo.


Considerações finais


A perspectiva de que 2013 será mais um ano com aumento da oferta de boiadas deve favorecer o setor frigorífico, assim como ocorreu em 2012.


Os preços comedidos para arroba do boi gordo reduzem os custos da indústria com a aquisição da matéria prima. Principalmente, para as indústrias próximas as regiões tipicamente fortes em cria, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, devido o descarte das matrizes que não emprenharam no último ano.


É bom lembrar que o clima, o status sanitário, entre outros fatores podem interferir na disponibilidade de animais terminados e que cada companhia utiliza ferramentas diferentes para minimizar estes impactos.

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