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Produtora de ovos Guatapará vai vacinar 1 milhão de galinhas


Terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 - 09h54

Avicultores de Guatapará (297 km de São Paulo), sexta maior produtora de ovos do Estado, iniciaram nesta segunda-feira uma vacinação compulsória de 1 milhão de galinhas contra a LTI (laringotraqueíte infecciosa das aves). É o segundo caso da doença respiratória, que provoca queda na produção de ovos e morte das aves, registrado no Estado --o anterior ocorreu em Bastos, em 2002. Em Guatapará, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado confirmou a doença em fevereiro do ano passado --cerca de 3.000 aves foram abatidas. Desde então, o Estado iniciou um processo de contenção da doença, como controle sanitário de entrada e saída de pessoas e veículos das granjas, e de preparo para o início da vacinação. Em dezembro do ano passado, uma resolução da Secretaria de Estado da Agricultura também definiu normas para os avicultores de Guatapará, como a restrição ao trânsito de aves. Nesta segunda-feira, as primeiras galinhas foram vacinadas --são duas gotas de um líquido de coloração azul, uma em cada olho da ave. PREJUÍZOS A LTI é uma doença respiratória contagiosa que ocorre principalmente em galinhas poedeiras. Não é transmissível ao homem e o ovo não é disseminador do vírus. De acordo com o presidente da Cooperativa Agrícola de Guatapará, Choichi Saito, a estimativa é que a doença tenha causado uma quebra de 10% na produção de ovos apenas no ano passado. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Guatapará é sexta maior produtora de ovos do Estado, com cerca de 21 milhões de dúzias. O Estado é o maior produtor de ovos do país, com 860,9 milhões de dúzias ou 26,9% do total nacional. O secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura, Antonio Julio Junqueira de Queiroz, que acompanhou o início da vacinação ontem, disse que a ação em Guatapará tem como objetivo proteger a cadeia avícola do Estado. O setor ocupa posições de destaque na pauta de exportações agrícolas de São Paulo. A venda de frangos ocupa o quinto lugar, com R$ 2,3 bilhões anuais, e a de ovos o sexto, com R$ 1,5 bilhão. Segundo o veterinário Fernando Gomes Buchala, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, a vacinação do lote de 1 milhão de galinhas deve levar cerca de duas semanas. As novas aves que forem incorporadas ao plantel para reposição das atuais galinhas produtivas também terão que ser vacinadas por um período indeterminado. Em Bastos, onde em 2002 a LTI foi detectada pela primeira vez no Estado de São Paulo, a vacinação começou em 2004 e, desde então, não foi mais interrompida --em 2005 a área foi considerada controlada. Bastos é o maior produtor nacional de ovos. Segundo o IBGE, a produção da cidade, sozinha, representa 6,3% do total no país. Fonte: Folha de São Paulo. Por Leandro Martins. 14 de fevereiro de 2011.
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