• Segunda-feira, 15 de julho de 2024
  • Receba nossos relatórios diários e gratuitos
Scot Consultoria

Aposta em P&D, mesmo com a crise


Terça-feira, 28 de setembro de 2010 - 09h49

Primeira mulher designada ao cargo de principal executivo da DuPont, Ellen Kullman manteve de pé a promessa de levar adiante investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) mesmo em tempos de crise financeira mundial. Em 2008, em meio à quebradeira geral de bancos, a executiva top da multinacional americana prosseguiu com a agenda de visitas aos seus principais mercados e apareceu no Brasil. Para surpresa dos funcionários, desembarcou em São Paulo para inaugurar o Centro de Inovação e Tecnologia de Paulínia, uma referência em pesquisas científicas na América Latina que reúne as 13 unidades de negócios da empresa. Com pouco mais de um ano de operação, o centro foi contemplado neste mês com um aporte de R$ 14 milhões para expansão. Do total, R$ 8 milhões serão destinados a laboratórios de pesquisa e R$ 6 milhões a um novo prédio administrativo. "O centro de pesquisas já foi construído em módulos justamente para facilitar a sua expansão", explica Juan Carlos Bueno, vice-presidente da DuPont Agrícola no Brasil. Além de sementes, hoje o carro-chefe do setor agrícola da empresa, Paulínia terá como foco as pesquisas para o desenvolvimento dos biocombustíveis da chamada segunda geração. A ideia é acelerar o desenvolvimento desses produtos e fazer do Brasil uma plataforma de exportação. A DuPont já criou uma joint-venture com a British Petroleum (BP) para a produção do biobutanol - a Butamax. O biobutanol será produzido a partir da cana no Brasil; do milho, nos EUA; e do trigo, na Europa. Ele começa a ser produzido este ano em uma planta-piloto no Reino Unido. Outro ponto de destaque no país é o segmento de proteção. O Brasil inspirou a criação de um produto único no portfólio da empresa: a blindagem de carros voltada à violência urbana brasileira. Lançado há dois anos, o Armura oferece proteção contra tiros de armas calibre 38 e abaixo. Mais leve que a blindagem automotiva tradicional - e , por isso, bem mais em conta - a tecnologia foi lançada no mercado brasileiro depois que pesquisas qualitativas realizadas pela DuPont mostraram que a blindagem de veículos era o sonho de consumo da classe média considerado irrealizável. O produto é considerado um case de sucesso. "Não pretendemos replicar esse modelo em outros países porque cada um tem a sua característica. E a violência do Brasil, infelizmente, é peculiar", diz Tom Powell, presidente da DuPont Protection Technologies.(BB) Fonte: Valor Econômico. Por Wilmington e Des Moines. 27 de setembro de 2010.
<< Notícia Anterior Próxima Notícia >>
Buscar

Newsletter diária

Receba nossos relatórios diários e gratuitos


Loja