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Scot Consultoria

Preços dos alimentos sobem pelo terceiro mês consecutivo, aponta FAO


Segunda-feira, 9 de maio de 2016 - 05h25

Os preços mundiais dos principais alimentos básicos registraram em abril o terceiro aumento mensal consecutivo depois de quatro anos de queda, anunciou a FAO.


O Índice de Preços dos Alimentos elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) alcançou a média de 151,8 pontos em abril, com aumento de 0,7% em relação a março.


“O aumento de abril foi estimulado pelos preços do óleo de palma e, em menor medida, dos cereais, enquanto o preço do açúcar baixou depois de um forte aumento em março”, afirma em um comunicado a agência da ONU, que tem sede em Roma.


O índice de preços dos alimentos da FAO é estabelecido com base nos intercâmbios comerciais de cinco grupos principais de produtos básicos alimentares: cereais, óleos vegetais, produtos lácteos, carne e açúcar.


A previsão atualizada da FAO sobre a colheita mundial de cereais aponta para mercados estáveis aos produtos básicos.


A queda dos preços nos último ano refletiu a oferta abundante dos alimentos, a desaceleração da economia mundial e a valorização do dólar, explica um comunicado.


O índice de preços dos óleos vegetais da FAO aumentou 4,1%, devido em grande parte a uma perspectiva negativa sobre a produção do óleo de palma para 2016, acompanhada por uma demanda crescente em todo o mundo.


O índice de preços dos cereais subiu 1,5% em abril, principalmente pelas cotações internacionais do milho.


Ao mesmo tempo, o preço do arroz teve uma leve queda, enquanto os mercados de trigo registraram aumentos limitados em meio às expectativas para a colheita da nova temporada.


Os preços dos produtos lácteos caíram 2,2% e o índice da carne subiu 0,8%, estimulado pela forte demanda de carne bovina australiana nos Estados Unidos.


O índice de preços do açúcar da FAO caiu 1,7% em abril, depois de um forte aumento de 17,0% no mês anterior. Apesar da persistência da preocupação com a produção mundial, o Brasil - principal exportador - teve a segunda melhor colheita da história e prevê uma redução no uso da cana de açúcar para produzir etanol.


Fonte: Gazeta do Povo. 6 de maio de 2016.




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