No dia 8 de setembro, os produtores de leite de Rondônia suspenderam o fornecimento de leite, como resposta à queda de 23,56% nos preços do litro de leite. Essa queda aconteceu em dois meses. Nos meses anteriores os preços haviam subido 38%.
As reivindicações foram:
- Garantia que não haja redução no preço do leite;
- Reposição das perdas do preço do leite entregue em junho e pago em julho;
- Divulgação da pauta de preços 30 dias antes do pagamento;
- Uniformidade de pagamento, sem distinção do tamanho do produtor (pequeno, médio ou grande), podendo apenas ser aceitável a diferença no preço em função da qualidade do produto;
- Liberdade de entrega, podendo os produtores, a seu critério entregarem a matéria-prima para quaisquer laticínios a sua livre escolha.
ALTOS E BAIXOS
No pagamento realizado em setembro, pelo leite de agosto, foi registrada retração em onze dos dezessete Estados pesquisados pela Scot Consultoria. Apenas dois ficaram com preços estáveis (Pará e Rondônia) e em quatro os preços subiram– neste caso, todos no Nordeste).
Enquanto que no Sul do Brasil, a produção de leite está maior, com aumento na captação de até 30% em apenas um mês, no Nordeste é entressafra, e houve retração de até 40% no volume de leite captado, dependendo do laticínio.
É por isso que 55% das empresas consultadas no Nordeste acreditam em aumento de preços para o próximo pagamento, enquanto 45% pensam em estabilidade. Ninguém, na região, acredita em queda.
Voltando a Rondônia, por enquanto os laticínios não se manifestaram sobre a expectativa para os próximos pagamentos. Até porque, no fechamento dessa edição, nada havia sido resolvido sobre o protesto dos produtores. Apesar de que, aos poucos, os produtores que não concordam com o movimento estão voltando a entregar o leite.
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