Enquanto que, na média nacional, o preço do leite pago ao produtor reagiu 2,5% em setembro (produção de agosto), em alguns Estados não houve espaço para reajustes.
É o caso de Rondônia, cujos preços médios ficaram estáveis em R$0,643/l.
As indústrias estão com estoques e apontam queda nas cotações para o pagamento a ser realizado em meados de outubro. Algumas falam em retração de 5 a 10%.
Desde o início do ano, os preços em Rondônia subiram cerca de 35%.
Acompanhe, a seguir, outras regiões cujos preços não aumentaram.
RIO GRANDE DO SUL
Pouca alteração foi registrada no Rio Grande do Sul. Em média, houve uma retração de 0,16% nos preços pagos pela produção de agosto.
O período foi favorável ao aumento da produção, no entanto, houve queda nas vendas. Existe grande oferta de lácteos e dificuldade de colocação, mesmo em outros Estados.
Para o próximo pagamento a expectativa é de queda nas cotações.
O atual valor pago, R$0,696/l, está 54,8% maior em relação ao mesmo período de 2006.
SANTA CATARINA
Da mesma forma, em Santa Catarina, os preços praticamente não mudaram no pagamento de setembro. Em média, o produtor recebeu R$0,67/l, valor 49% maior quando comparado ao vigente no início do ano.
A expectativa de preços mais baixos para o próximo pagamento é grande. Cerca de 75% das empresas consultadas acreditam em queda, enquanto 25% acreditam em estabilidade.
A captação de leite melhorou, em agosto, até 15% em algumas empresas.
PARÁ
O Pará, além de ser o Estado com os menores preços pagos aos produtores, foi o primeiro a apresentar queda de preços. Em média a queda foi de 2,96%. Os pagamentos variaram de R$0,44/l até R$0,60/l, com média de R$0,547/l.
As empresas alegam que o consumidor diminuiu as compras e isso pressionou as cotações dos lácteos, como queijos e leite longa vida.
Para o próximo pagamento, a expectativa é que novas quedas ocorram.
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